24 de Maio de 2013
Site da loja virtual abriu nesta quinta-feira (6) e deve ser sensação do Natal
Os fanáticos por livros e entusiastas dos e-books tiveram uma madrugada de quinta-feira (6) bastante empolgante com a abertura de dois canais de venda desse tipo de conteúdo no Brasil: o Google Play Books e a Amazon.
A primeira a chegar foi a loja do Google, que além de livros digitais deve alugar e vender filmes por meio da plataforma Android. O serviço foi integrado ao mesmo app que vende jogos e aplicativos para o sistema móvel da gigante das buscas.
Já a Amazon confirmou os rumores e lançou seu endereço no Brasil apresentando seu cartão de visitas: o Kindle (saiba mais sobre o aparelho), que será vendido por R$ 299 no País. No site brasileiro, o aparelho ainda não está disponível para compra, mas já há material informativo sobre o preço do modelo que estará à venda.
Há ainda outros e-readers com mais recursos e um tablet pertencente à “família Kindle” sem previsão de desembarque no Brasil. Além da Livraria Cultura e do Google, a Apple e outras livrarias nacionais também vendem livros digitais.
Preços mais acessíveis
Uma das grandes polêmicas em torno da chegada da Amazon no Brasil era sua prática de preços extremamente competitivos. A questão foi resolvida nas últimas semanas, quando a varejista online fechou um acordo para a distribuição com diversas editoras nacionais. O site nacional abre suas portas oferecendo livros do brasileiro Paulo Coelho por preços promocionais de R$ 2,99 até R$ 14,99 - além de catálogos de livros até R$ 10 e R$ 20.
O que o mercado espera
A chegada de tantas empresas grandes deve aquecer o mercado de livros digitais. De acordo com um estudo divulgado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o faturamento total da venda desse tipo de livro ainda engatinha. Durante todo o ano de 2011, a associação estima um faturamento de R$ 870 mil. O número de livros vendidos também não impressiona: pouco mais de 5.000 exemplares.
Enquanto a varejista americana se ambienta com os consumidores brasileiros, a concorrente de Kobo já está vendendo seu e-reader por R$ 399 no País. A operação é fruto de uma parceria com a Livraria Cultura. Durante o lançamento do aparelho da empresa canadense, Todd Humphrey, vice-presidente da Kobo, disse não temer a Amazon:
— Competimos com a Amazon em vários paises pelo mundo. A estratégia é simples: ter o melhor parceiro local e continuar inovando em nosso produto. (Contra essa combinação) a Amazon tem poucas chances no Brasil.
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Carlo Carrenho, jornalista especializado no mercado editorial digital e criador do Publishnews, explica que manter um alto nível na qualidade do serviço da Amazon foi um dos quesitos que atrasou a entrada da companhia.
— Se a Amazon for três vezes pior do que é nos Estados Unidos, ainda assim terá um atendimento superior do que o das concorrentes no Brasil.
Os livros devem ser o carro-chefe da companhia americana, mas há planos muito maiores. A varejista virtual é conhecida pelo seu nível de serviço de alta qualidade e grande leque de produtos em suas lojas fora do País.
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