Al Bello/Getty ImagesPesquisadores dizem que essa é a primeira vez que
uma estrutura cerebral é relacionada ao comportamento financeiro
12 de Fevereiro de 2012
Estudo diz que amígdala cerebral é importante para decisão sobre assumir riscos
O estudo foi feito com a participação de dois pacientes que tiveram as amígdalas destruídas por uma rara doença genética. Eles e outros voluntários foram chamados para participar de uma espécie de "gincana econômica". Na atividade, os pesquisadores propunham negócios "de mentira" em que as pessoas tinham diferentes probabilidades de ganhar ou perder.
O jogo incluía decidir sobre a entrada em uma negociata em que eles tinham iguais chances de ganhar US$ 20 (R$ 37) ou perder US$ 5 (R$ 9,3) – algo que a maior parte das pessoas aceitaria–, ou ganhar US$ 20 ou perder US$ 20 (proposta menos vantajosa). Outra possibilidade era ganhar US$ 20 ou perder US$ 15 (R$ 28), algo que a maioria das pessoas não aceitaria, segundo os cientistas.
Os pacientes com problemas nas amígdalas assumiram muito maiores do que as pessoas que tinham a mesma idade e escolaridade que tinham o "cérebro normal". Na realidade, o primeiro grupo não mostrou receio de perder dinheiro em qualquer situação, um resultado muito diferente das outras pessoas analisadas.
Benedetto de Martino, um dos responsáveis pelo estudo, diz que essa é a primeira vez que essa é a primeira vez que a ciência consegue provar que a estrutura do cérebro está ligada a esse comportamento.
– A aversão às perdas já foi observada em muitos estudos econômicos – alguns envolviam macacos que trocavam símbolos por comida e também altos apostadores de programas de TV. Mas essa é a primeira clara evidência de que uma estrutura especial do cérebro é responsável pelo medo de perder dinheiro.
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