3 de Fevereiro de 2012
Espécies sofrem mais com doenças por causa do ambiente mais quente
Segundo o pesquisador do Instituto de Geociências da Ufba (Universidade Federal da Bahia), Ruy Kikuchi, integrante de grupo de pesquisa Recifes Globais e Mudanças Globais, as primeiras colônias de corais branqueadas (perda da coloração por morte ou perda das algas) relacionadas aquecimento dos oceanos foram registradas na década de 90.
Desde aquela época, os cientistas perceberam que os recifes de corais mais próximos da costa – menos de 5 km – são os que sofrem branqueamento mais intenso. O pesquisador diz que "eles ficam mais expostos ao que acontece na zona costeira".
O branqueamento não é provocado apenas pela alteração térmica e nem significa a extinção do coral em todos os casos, já que isso depende do tempo da descoloração, mas deixa as espécies enfraquecidas. Kikuchi relatou que algumas espécies, por exemplo, retomaram a cor depois da normalização da temperatura da água.
No entanto, o surgimento de uma necrose em corais em Abrolhos, em 2005, provocado por um tipo de bactéria, colocou os cientistas em alerta sobre o efeitos do aquecimento global nos recifes. Antes desse período, não havia registro de alteração nos corais da Bahia, diz Kikuchi.
– Estamos analisando se a bactéria [também] se prolifera com o aumento da temperatura.
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