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publicado em 16/11/2009 às 18h51:

China e EUA se recusam a estabelecer metas de redução de gases poluentes em Copenhague

Governo brasileiro vai pedir apoio da África do Sul e do México para reforçar compromisso dos países com futuro do planeta

Do R7 em Brasília, com informações da TV Record

O governo brasileiro promete trabalhar para reverter a posição dos Estados Unidos e da China, que não querem estabelecer metas de redução de gases poluentes na Conferência do Clima, que acontece em dezembro, na Dinamarca. 

O ministro do meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta segunda-feira (16) que já começou a fazer contatos com ministros colegas da África do Sul e do México para reforçar a importância do compromisso dos países com o futuro do planeta.

Na opinião do ministro, Estados Unidos e China – responsáveis pela metade da emissão de gases de efeito estufa no mundo – deram um péssimo passo. 

- Acho que a gente não deve aceitar como uma fatalidade, como algo que já está dado, que é inexorável. A situação é delicada, a informação é negativa.

O ministro acusou os dois países de “dar cobertura” um ao outro para se desoabrigarem de apresentar propostas e soluções nesse momento.

Minc também lembrou que as pessoas estão vendo pela TV os efeitos da emissão de gases sobre o planeta: as geleiras estão derretendo e o nível do mar, subindo. O ministro disse ainda que os países insulares (que ficam em ilhas, como Cuba, por exemplo) já mostraram, nas reuniões internacionais, que “ a água já está na janela deles”.

- Acho que a gente tem que jogar todas as cartas para impedir que Copenhague naufrague.

O ministro acrescentou que não vê como o presidente americano Barack Obama, que recentemente ganhou o prêmio Nobel da Paz, possa virar o “antiprêmio” Nobel na opinião pública mundial. 

Para Minc, a posição do Brasil de reduzir o desmatamento e adotar espontaneamente medidas para a diminuição dos gases de efeito estufa foi uma “lufada de oxigênio” nas negociações internacionais pelo acordo pós-Protocolo de Kioto. Já a posição dos Estados Unidos e da China foi “um tiro no pé e no peito”.

Minc é um dos convidados de reunião, esta tarde, do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – órgão consultivo da Presidência da República. Também participam do encontro, que teve como tema as mudanças climáticas, os ministros de Relações Institucionais da Presidência, Alexandre Padilha, e da Agriculturaa, Reinold Stephanes, o embaixador extraordinário do Brasil para Mudanças Climáticas, Sérgio Serra, e o secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa.

Ao final da reunião desta segunda-feira o conselhão encaminhará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma moção com sugestões de como o Brasil pode ajudar no combate às mudanças climáticas. 

O documento, já divulgado, reforça a necessidade de o governo brasileiro cobrar dos países desenvolvidos apoio financeiro para que os países em desenvolvimento viabilizem ações de redução de gases causadores do efeito estufa.

 
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