21 de Maio de 2013
Células se comportam como se fossem amigos muito ativos na famosa rede social
Como o Facebook, essas redes possuem um pequena população de membros muito ativos que dão e recebem mais informações do que a maioria dos outros, explica Alison Barth, professora de ciências biológicas da universidade.
Com a identificação desses neurônios, agora os cientistas vão entender melhor como funciona o neocórtex, que é tido como o centro do cérebro especializado no aprendizado. Trilhões de neurônios compõem essa região, que é responsável por várias funções importantes, como a percepção sensorial, a função motora, o raciocínio espacial, o pensamento consciente e a linguagem.
No estudo, os cientistas usaram um modelo especializado de camundongo transgênico desenvolvido por Alison para ver com clareza quais neurônios neocorticais eram os mais ativos. O modelo conecta a GFP (proteína verde fluorescente) com o chamado gene fos, que depende de atividade, fazendo com que ele acenda quando é ativado.
Os pesquisadores gravaram neurônios com e sem esse tipo de gene e descobriram que os mais ativos apresentavam-no. Depois, eles isolaram os neurônios ativos usando técnicas de imagem e fizeram gravações eletrofisiológicas deles.
Barth e sua equipe conseguiram ver que os neurônios que se expressavam com o gene não eram mais ativos porque eram mais excitáveis. Eles pareciam mais calmos ou mais reprimidos do que seus vizinhos, os inativos. O que os deixou mais ativos foi a "entrada de dados".
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