Getty ImagesViajante com notebook deve tomar cuidado inclusive na hora de
passar o computador pelas máquinas de raio-X do aeroporto
27 de Maio de 2012
Fazer backup e não despachá-lo na mala estão entre as principais dicas
Nunca despache computadores na mala – Nem todos sabem, mas as malas apanham mais do que paçoca em fundo de pilão em aeronaves, veículos de transporte e esteiras dos aeroportos. No tira e coloca dos aviões, elas são jogadas, empurradas, espremidas, empilhadas... e por aí vai.
Leve seu note ou netbook para a cabine do avião, com a bagagem de mão. Isso evita o risco de receber de volta, no desembarque, uma paçoca ou farofa de hardware. A regra vale para todos os aparelhos eletrônicos. E, claro, também deve ser seguida nas viagens aéreas nacionais.
Muito cuidado nas vistorias de embarque e desembarque – A fiscalização, na suprema maioria dos países, exige que computadores e aparelhos eletrônicos médios e grandes sejam retirados de suas bolsas na hora de passar pelo raio-X. Tome muito cuidado: fiscais não costumam ser exatamente cuidadosos com os nossos amados aparelhos nessas ocasiões.
Anos atrás, em uma viagem a trabalho para Tóquio, no Japão, este repórter testemunhou a tristeza de uma amiga ao ver destruído seu notebook numa conexão em Nova York, nos Estados Unidos.
Baterias e fontes de alimentação – Praticamente todos os computadores atuais possuem tomadas e carregadores de bateria bivolt. Os mais modernos aceitam qualquer tensão de energia entre 90 e 240 volts, o que facilita ainda mais as coisas. Mas é sempre bom ficar esperto e conferir antes de espetar a tomada.
Adaptador universal, um acessório indispensável – Se você quer ser um internauta internacional legítimo, compre, ainda no Brasil, um adaptador universal de tomada. Assim você evita o desprazer de não conseguir ligar seu notebook no hotel, na casa de quem o hospeda ou naquele restaurante ou café.
Por via das dúvidas, inclua no kit um bom cabo de rede e, para as emergências, um de telefone. Muitos lugares ainda não oferecem conexões de Internet desplugadas.
Atualize (e use) o firewall e os sistemas antivírus e anticookies – Muitos hotéis e locais públicos, sobretudo nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia, oferecem acesso gratuito à Internet. Grande parte desses sistemas é patrocinada por empresas que, enquanto você navega, instalam cookies e entradas em seu computador para acionar anúncios e atalhos de produtos e serviços.
E daí para que se inocule um vírus, um cavalo de tróia ou um malware, é meio passo. No primeiro semestre de 2006, pouco antes da Copa do Mundo, usei um desses serviços gratuitos num hotel de Berlim. Na hora, fiquei feliz por ter economizado alguns euros na conexão.
Mas dias depois, de volta ao Brasil, tive a surpresa, não exatamente agradável, ver homens e mulheres pelados saltando na tela no meu note velho de guerra sempre que eu o conectava à Internet. Era uma empresa de serviço erótico alemã apresentando suas armas. Não teria problema em assumir se fosse o caso. Mas juro: em nenhum momento convoquei aquela turma animada.
E por último, mas não menos importante – Use seu computador para obter informações e tornar seu passeio mais racional, interessante e econômico. Mas, por favor: esqueça de sua existência quando o novo a ser desbravado chamá-lo para o prazer. Muitas vezes pode não mais parecer, mas o mundo ainda é real.
E, além disso, se o caso é o de ficar mais de duas horas por dia com a cara colada na tela, não saia de casa. Não cansa, não gasta tempo e é muito mais barato.
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