11 de Fevereiro de 2012
SP, Rio e BH tiveram aumento de poluente no ar, apesar de queda de outros poluidores
A concentração de ozônio no ar das grandes cidades, principalmente das regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, cresceu entre 1995 e 2008, como aponta o estudo Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2010, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (1º). No entanto, os outros indicadores de poluição do ar se mantiveram estáveis nesse período, como aponta o levantamento.
O ozônio – que não é aquele da camada de ozônio, que protege o planeta contra a radiação ultravioleta, que pode ser prejudicial aos seres vivos – se forma pela ação da luz solar sobre os óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis liberados na queima da gasolina, diesel e outros combustíveis fósseis. Em excesso no ar, causa irritação das mucosas e das vias respiratórias.
Para o ozônio, o padrão do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) é de 160 microgramas por metro cúbico (g/m³). As regiões metropolitanas com maiores excessos de concentração desse gás foram Belo Horizonte (300 g/m³), São Paulo (279 g/m³) e Rio de Janeiro (233 g/m³).
De acordo com o estudo, poluentes monitorados - partículas totais de suspensão (PTN), partículas inaláveis, dióxido de enxofre, dióxido de nitrogênio, ozônio e monóxido de carbono – são os que mais afetam a saúde da população e são aqueles usualmente mensurados pelos órgãos ambientais locais.
Na maior parte das regiões metropolitanas a maioria dos poluentes não apresentou aumentou ou até mesmo teve queda, o que pode ser atribuído, segundo o estudo, a programas como Pronar (Programa Nacional de Controle de Qualidade do Ar) e Proconve (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores).
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