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publicado em 08/07/2011 às 06h00:

Conheça a história dos ônibus espaciais

Desde os anos 80, os ônibus espaciais da Nasa são vistos pela órbita terrestre

Do R7, com agências internacionais

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Desde 1981, os ônibus espaciais gigantescos da Nasa são vistos indo da costa da Flórida, nos Estados Unidos, em direção à órbita da Terra.

As cinco sondas - Columbia, Challenger, Discovery, Atlantis e Endeavour – voaram mais de 130 vezes, transportando mais de 350 pessoas para o espaço e viajando mais de 500 milhões de Km, mais do que suficiente para chegar a Júpiter.

Fotos: os 30 anos de operação das naves

A primeira missão espacial foi feita com a aeronave Columbia, lançada em 12 de abril de 1981, quando os astronautas John Young e Robert Crippen passaram dois dias dando voltas em torno da Terra para fazer testes.

Quando os Estados Unidos iniciaram seu programa de ônibus espaciais, há mais de 30 anos, o país decidiu construir um veículo que faria das viagens espaciais uma rotina e superaria os soviéticos no esforço para dominar o espaço durante a Guerra Fria.

A aeronave resultante tinha 2,5 milhões de componentes e era nove vezes mais rápida que uma bala ao zarpar em direção ao céu. Foi a primeira aeronave reutilizável, capaz de deslizar de volta para a Terra e pousar como um avião. As outras naves espaciais tripuladas não voltavam para casa, assim, inteiras – elas caíam no mar ou usavam hélices e paraquedas para retornar à Terra

O historiador-chefe da Nasa, Bill Barry, diz que, “naquele momento, era uma coisa de ponta”.

A Nasa está entregando seus ônibus espaciais a museus, pois eles são muito antigos e caros para continuar voando. A agência espacial pretende desenhar e construir algo novo com um alcance maior.

Para entender as relíquias que são os ônibus espaciais, considere: quando o primeiro deles, o Colúmbia, fez seu primeiro voo em abril de 1981, a música ainda era vendida em fitas cassete, não havia endereços "pontocom" e os Estados Unidos não tinham um serviço comercial para celulares.

O design das aeronaves é um produto dos anos de 1970. O presidente Richard Nixon assinou a autorização para o programa de ônibus espaciais em 1972, meros 15 anos após a União Soviética lançar o primeiro satélite feito pelo homem, o Sputnik, com o tamanho de uma bola de praia, que marcou o início da era espacial.

Missões importantes

Um ponto alto da história do ônibus espacial ocorreu em 1990, quando o Discovery implantou o primeiro telescópio espacial, o Hubble, que revolucionaria a história da astronomia. O Hubble tem um papel importante na observação do espaço, já que fica acima da atmosfera da Terra, reduzindo distorções da luz. Com isso, ele consegue imagens melhores do que os telescópios instalados na superfície da Terra.

O piloto da nave era Charles Bolden, atual diretor da Nasa e primeiro negro a ocupar o cargo.

No fim de dezembro de 1993, o Endeavour efetuou a primeira missão de manutenção do telescópio, com o objetivo de corrigir um defeito de concavidade que o Hubble apresentava em um espelho. Os ônibus espaciais fizeram outras quatro missões de manutenção do telescópio, a última em 2009. 

O voo do Discovery, em fevereiro de 1995, marcou o início de uma estreita colaboração espacial entre russos e americanos. A nave transportou um cosmonauta russo e chegou a se aproximar muito da estação russa MIR, que havia sido voluntariamente tirada de órbita com o objetivo de ser destruída em 2001.

Três meses mais tarde, o Atlantis realizou a primeira de nove missões à MIR, com quatro russos e um americano a bordo.

A construção da ISS (Estação Espacial Internacional), a partir de 1998, foi a principal missão os ônibus espaciais.

 

 

Tragédias

Mas o programa de ônibus espaciais viveu dois episódios trágicos: o acidente do Challenger, em 1986, e o do Colúmbia, em 2003, que deixaram 14 mortos no total.

No dia 28 de janeiro de 1986, a nave Challenger explodiu diante das câmeras de televisão 73 segundos após ser lançada. Os sete membros da tripulação morreram – entre eles Christa McAuliffe, de 37 anos, que seria a primeira professora a voar ao espaço. Os ônibus ficaram parados por quase três anos e reiniciaram suas expedições em setembro de 1988, com um voo do Discovery.

Os lançamentos de ônibus espaciais já eram coisa comum quando em 1º de fevereiro de 2003 ocorreu uma nova catástrofe: o Columbia se desintegrou ao entrar na atmosfera e seus sete tripulantes morreram.

Não houve voos dessas naves durante dois anos e meio por causa disso. Uma comissão de investigação designada para analisar as causas do acidente criticou duramente a Nasa e formulou drásticas recomendações para melhorar as condições de segurança.

Mas em julho de 2005, em seu primeiro voo após a paralisação do programa, o Discovery perdeu um fragmento grande de espuma isolante no momento do lançamento. Esse mesmo problema foi apontado como causa do acidente do Columbia.

Por isso, os ônibus espaciais ficaram novamente nos hangares durante um ano. 

O Futuro

Depois que o Atlantis voltar à Terra, o programa de ônibus espaciais dos Estados Unidos terá fim de forma oficial, deixando a Rússia como o único país no mundo capaz de transportar astronautas ao espaço.

Empresas privadas competem para construir a próxima geração de naves espaciais americanas, mas é pouco provável que terminem de construir um veículo desse tipo antes de 2015.

 

Confira aqui as respostas do quiz


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