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publicado em 12/04/2011 às 06h01:

Conheça os bastidores da primeira
missão espacial tripulada da história

Veja como foram os preparativos e a viagem de 1 hora e 48 minutos em volta da Terra

Do R7

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11 de abril 

5h (horário de Moscou) 

Protegido por camadas protetoras, o foguete deixa o edifício de montagem.

50 anos do homem no espaço

Fotos: a trajetória de Yuri Gagarin

Vídeo: veja como foi a viagem

13h 

Acompanhado de Korolev, Keldysh e outros oficiais de alta patente, Gagarin visita a plataforma de lançamento para conhecer os funcionários encarregados do voo, onde recebe, junto com Titov, as últimas ordens.

22h 

No final do dia, especialistas colocam sensores médicos nos corpos dos cosmonautas. 

12 de abril 

5h
 

As estações de controle fazem testes de comunicação. 

5h30
 
Gagarin e Titov são acordados. Eles comem uma "comida espacial" no café da manhã, seguido de exames médicos. Os dois passam. 

6h 

Um carro chega à plataforma de lançamento e entrega comida, que é carregada na espaçonave. 

Até se vestir, Gagarin passa alguns minutos no assento de teste enquanto técnicos checam a ventilação e outros sistemas. 

Acompanhado por seus colegas, Gagarin parte rumo à plataforma de lançamento. Lá, um elevador leva-o ao topo do veículo de lançamento e à escotilha da espaçonave. 

Durante a vedação da escotilha, um dos sensores não funciona. A escotilha é reaberta, e o sensor, ajustado. 

Em órbita 

9h06m59s 

O veículo de lançamento decola quase na hora programada. 

O segundo estágio do foguete queima mais do que o programado, deixando a espaçonave em uma órbita máxima de 327 km, em vez da planejada, de 230 km.

Ao atingir a órbita, Gagarin confirma a ativação do mecanismo de sequência de pouso.

gagarin

De volta para a Terra 

Gagarin prova a comida espacial por meio de tubos e observa a Terra abaixo. Tudo parece perfeito até a queima de 40 segundos do sistema de freio, que deveria fazer a nave voltar à Terra. 

O cosmonauta esperava que a separação de sua cápsula do módulo de instrumentos acontecesse entre 10 e 12 segundos depois da reentrada na atmosfera, o que não aconteceu. 

Enquanto isso, a espaçonave continuava caindo descontrolada à medida que se aproximava das camadas mais densas da atmosfera. Para Gagarin, tudo indicava um pouso seguro. 

10h25
A separação finalmente acontece na hora esperada.
 
Fim do mistério 

Por décadas, a causa do incidente com a separação da cápsula e de seu módulo de instrumento não foi revelada à opinião pública. Graças aos esforços da revista Novosti Kosmonavtiki, e a seu incansável pesquisador, Igor Lisov, foi possível entender o que realmente aconteceu: 

Uma válvula no sistema de freios não fechou completamente o motor de combustão, permitindo que vazasse combustível. Por causa disso, o sistema desligou cerca de um segundo antes do previsto, desacelerando o veículo a uma velocidade menor do que a programada, impedindo o comando para desligar o motor. Sem um comando adequado, as linhas de propulsão do motor continuaram abertas, depois que ele ficou sem combustível e parou.

O gás de pressurização e o oxidante restantes continuaram escapando pelo bocal principal e pelos propulsores de direção, fazendo a nave girar descontroladamente.

Embora o motor tenha sido cortado depois por um timer, a falta de impulsão fez o sistema de controle de voo travar a sequência primária para a separação entre a reentrada do veículo e o módulo de instrumentos. Felizmente, um sistema de cópia realizou a separação dez minutos depois, quando os sensores detectaram o calor da reentrada.

Quando a espaçonave entrou na atmosfera, o piloto viu um forte brilho vermelho atrás de suas escotilhas, acompanhado por um barulho estranho nas camadas de proteção térmica, que queimava por causa da reentrada. À altitude de 7 km, a escotilha principal da cápsula foi descartada e, segundos depois, o piloto ejetou. 

O paraquedas principal abriu sem problema, mas o de reserva abriu com um certo atraso. Por causa disso, Gagarin tocou em terra firme com dois paraquedas. 


 
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