27 de Maio de 2012

Líderes mundiais ainda se movimentam para tentar salvar reunião
Caminho possível
Pouco depois, uma proposta da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, levantou os ânimos, fracos até então. Hillary explicou que os EUA contribuirão com o "esforço global" dos países ricos de destinar US$ 100 bilhões (R$ 175 bilhões) anuais a partir de 2020 para combater a mudança climática, mas no contexto de um acordo firme que obrigue a todos.
A partir deste momento aconteceu algo inédito na reunião: começaram a circular mensagens de boas-vindas de ONGs e outras organizações falando sobre uma reviravolta positiva nos debates. Kim Carstensen, chefe da organização ambientalista WWF, comentou que a proposta é encorajadora, porque "algumas novas ofertas foram postas sobre a mesa"
– Agora é o momento para que os chefes de Estado demonstrem sua capacidade de liderança.
Um deles foi a chanceler alemã, Angela Merkel, que fez hoje um dramático pedido em Copenhague a todos os participantes para alcançar um acordo vinculativo para limitar o aumento da temperatura a 2ºC.
– Todos os especialistas estão nos advertindo sobre as consequências dramáticas de um aquecimento da temperatura acima desse nível. Copenhague será um fracasso se não alcançarmos um acordo vinculativo para evitá-lo.
Já presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que um fracasso nas negociações "será uma catástrofe para todos".
– Os cientistas nos disseram que somos a última geração que pode fazer isto.
A UE (União Europeia) pediu a convocação de uma reunião extraordinária na noite desta quinta-feira "com os principais atores" da conferência sobre o clima em Copenhague, para tentar um acordo. Ainda não está claro quais países vão participar.
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