27 de Maio de 2012
Primeiro na espera chegou sete horas antes, mas levou produto depois do segundo
Uma confusão na loja da TIM do Shopping Eldorado, na zona oeste de São Paulo, quase fez com que o primeiro da fila para comprar o iPhone 4 saísse da loja de mãos abanando, depois de esperar sete horas. Rafael Falcão, de 29 anos, que trabalha como operador da BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros), teve de se contentar em ser o segundo a receber o smartphone, que chega às lojas brasileiras nesta sexta-feira (17).
Veja como foi o lançamento
Ele esperou na porta da loja das 17h às 23h55, quando foi liberado para comprar o aparelho. Depois de passar por uma bateria de fotos, Falcão conseguiu finalmente sentar no guichê de atendimento número dez às 23h58, mas rapidamente descobriu que não havia atendente ali.
Um minuto depois, teve de passar para o guichê 11, que também não tinha um atendente livre. Enquanto isso, no balcão número três, o dentista Alexandre Pinheiro de Carvalho, o segundo da fila, já dava uma olhada no seu primeiro smartphone da Apple. Quando Falcão finalmente conseguiu sentar no guichê número um, descobriu que a loja da operadora no shopping não tinha o aparelho que ele queria levar, o de 32 gigabytes, o que o deixou irritado.
- Se não tiver o de 32 gigas, não vou levar.
Alguns segundos depois, a gerente de marketing da Tim, Karla Garcia, acalmou Falcão e lhe entregou o modelo que queria, dizendo que havia "um mal-entendido". Falcão era só sorrisos.
Tumultuadas, as primeiras horas de venda do iPhone 4 pela TIM atraíram aproximadamente 400 pessoas. Pouco depois da 1h ainda chegava gente. A essa hora, a última da fila era a jornalista Mônica Ramos, que levou, no colo, seu cão de raça shih-tzu, chamado Esmilinguido.
A jornalista entrou na fila para comprar o modelo de 16 gigabytes para o pai, que mora em Florianópolis. Mônica - que é dona de um modelo da Samsung com TV digital, usado para o trabalho - diz que nunca teve vontade de ter um iPhone e justificou que tem o hábito de fazer compras à noite porque se livra do trânsito.
- Não me incomoda sair a essa hora. Anda mais pelo meu pai, que já fez tanta coisa por mim.
Sentado em um banco do shopping, alheio à excitação da fila, e bem longe dela, Anderson Khumagai, de 28 anos, dono de uma agência de design, acabou no lançamento por acaso.
Como era aniversário de uma amiga, ela e o primo dele resolveram passar no shopping para comprar o aparelho. Enquanto o primo e a amiga guardavam lugar na fila, Khumagai atualizava seu cartão de visita em um MacBook Pro, da Apple, a fabricante do iPhone.
- Não sou um early adopter [pessoas que adotam tecnologias antes da maioria], desses que dormem uma semana na fila da Apple.
Quem fez muito sucesso dentro da loja da Tim foi a atriz Carol Castro. Contratada para fazer presença no local, ela contou que "virou fã da Apple" há mais ou menos quatro anos, quando conheceu a loja da empresa em Nova York.
– Fiquei doida. Sou fã da Apple. Tenho um iPod, um iPod Shuffle, um iPod Red, um MacBook, um Mac de mesa... só não tenho um iPad. Tenho um iPhone 3GS, mas pretendo ter um 4.
Em São Paulo, a Vivo lançou o iPhone 4 na loja do Morumbi Shopping, que teve uma fila inicial no corredor do shopping, depois transferida para o interior do ponto de venda. Em vez de guichês, os consultores atendiam os primeiros clientes da madrugada em mesas, onde o telefone era demonstrado. A espera pelo atendimento foi de pelo menos 30 minutos e o ambiente tinha música tocada pelo DJ Zé Pedro.
Muitos dos clientes já tinham o iPhone 3GS e aproveitaram a noite para comprar o novo modelo. Um dos planos mais buscados pelos consumidores, segundo a própria operadora, é o Vivo iPhone 200, que custa R$ 223 por mês e o iPhone 4 de 16 gigabytes sai por R$ 1.049.
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