27 de Maio de 2012
Brasil pretende reduzir desmatamento na Amazônia em 80%, 40% no cerrado e até 7,7% com energia elétrica
Questionada se o compromisso do Brasil em reduzir até 38,9% das emissões, apresentado nesta sexta-feira (13), não era tímido, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, negou.
- 38,9%, aliás, 39% não é tímido, é bem próximo de 40%. E ninguém prometeu 40%, vamos dizer assim um número fechado, você pode fazer 40%, você pode fazer 36%- é uma estimativa. Queria pedir a compreensão de que é uma tentativa forte do governo e não tem nada de tímido. É bastante forte e não é um fiasco.
Além da meta de reduzir 80% do desmatamento na floresta amazônica, o governo também disse que pretende reduzir 40% no cerrado e reduzir as emissões da agropecuária de 4,9% a 6,1%. Para o setor elétrico, a meta de redução será de 6,1% a 7,7%.
- São ações voluntárias, completamente voluntárias. Estas ações são quantificáveis, reportáveis e passíveis de verificação. Estamos assumindo, além daqueles 20% a que já nos referimos antes, um intervalo de variação para as demais metas, entre 36% a 39%. Nos dispomos a tomar um conjunto de medidas complementares em relação à questão da redução do desmatamento da Amazônia em 80%.
A ministra disse que o objetivo do governo com isso é assumir uma posição política mostrando que o Brasil tem compromissos com o desenvolvimento sustentável e com meio ambiente, que implica posição muito clara diante do "problema muito grave que é a emissão de gas de efeito estufa e do aumento da temperatura".
- Eu vou repetir: é uma ação voluntária do governo brasileiro, e o presidente determinou nesta reunião que fizéssemos a partir de agora um levantamento das fontes para financiar isso.
Dilma acrentou que as fontes a que se referiu ''de forma simplificada" são os governo federal, as fontes internacionais de financiamento e os governo estaduais que quiserem participar além das iniciativas privadas.
O CO2 é emitido pela queima do carvão (usado para gerar energia nas fábricas, por exemplo) e dos combustíveis fósseis, como a gasolina e o diesel, e também pelo desmatamento, entre outros processos.
Os gases-estufa, dentre eles o gás carbônico, são necessários para a vida, já que mantém a superfície da Terra aquecida, mas à medida que a concentração deles aumenta na atmosfera, a temperatura tem subido no planeta. Essas substâncias impedem que o calor se dissipe, em algo similar ao que os vidros fazem em uma estufa.
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