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publicado em 16/10/2009 às 19h20:

Editoras querem evitar erros de gravadoras
na internet

Mercado de livros está mais bem preparado para a revolução digital que o mercado de música estava há uma década

Reuters.

As editoras estão mais bem preparadas para a revolução digital que o mercado de música estava há uma década, e estão usando bem suas opções para vender e melhorar seus produtos, coisa que as gravadoras não souberam fazer.

O mercado editorial está prestes a ver uma disparada na procura por livros digitais, impulsionada por aparelhos como o Kindle, da Amazon.com, e pela distribuição online do Google. Mesmo assim, tem medo de seguir o mesmo caminho que a indústria musical, há anos em queda.

Mas as formas diferentes de curtir música e livros, assim como os diferentes estágios em que as duas indústrias se encontram atualmente, significa que tentar fazer uma analogia entre os dois segmentos não é muito útil.

Durante a Feira de Livros de Frankfurt, nesta semana, representantes das duas indústrias advertiram uns aos outros por não terem agido mais rápido e terem sido firmes na defesa dos direitos autorais do que em explorar as novas oportunidades que a internet oferecia.

O presidente da associação do mercado editorial da Alemanha, Alexander Skipis, disse no no painel de discussão "Aprendendo com a Indústria Musical" que é preciso que as duas indústrias não fiquem mais paradas.

- Temos que agir imediatamente. Não podemos ficar observando, analisando, observando de novo.

O mercado editorial teme que a pirataria digital se alastre, algo que alguns apontam como causa da crise das gravadoras, já que a maioria dos consumidores acham que todo conteúdo na internet é sinônimo de conteúdo de graça.

Mas, em comparação, as editoras estão bem à frente de onde estavam as gravadoras quando o site de compartilhamento de músicas Napster entrou em cena, 10 anos atrás, abrindo o caminho para uma série de sites de download ilegal de MP3 que viriam.

O iTunes, loja online de música da Apple - que é até hoje a forma de compra legal de músicas mais usada no mundo - só viria a existir dois anos depois, em 2001, mas a distribuição de música pela internet já tinha invadido o mercado.

Já as lojas para a compra legal de livros digitais se firmam rapidamente, com a expectativa de que 3 milhões de "e-readers" (leirores digitais), como são conhecidos os dispositivos digitais para leitura - serão vendidos neste ano nos Estados Unidos.

Na quinta-feira, o Google anunciou sua entrada no mercado, abrindo uma loja online para livros digitais, que pode ser acessada de qualquer dispositivo que conte com um navegador de internet.

A receita da indústria musical está em queda na Europa desde 2001, e não há expectativa de volta ao crescimento até 2011. A empresa de pesquisas Forrester diz que o compartilhamento de arquivos é quatro vezes mais comum que downloads pagos entre adolescentes europeus de 16 a 19 anos.

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