25 de Maio de 2013
Iniciativas reduzem uso de matéria-prima e pretendem incentivar consumo consciente
Não dá mais para fugir, o lixo está por todos os lados. O Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) alertou em novembro de 2012 que as cidades correm o risco de uma "crise global de resíduos". Além de afetar o meio ambiente, o excesso de lixo nas cidades também é um perigo à saúde humana.
Dados do Pnuma indicam que são gerados 1,3 bilhão de toneladas de resíduos sólidos todos os anos. E a estimativa é de 2,2 bilhões de toneladas até 2025. A união dos consumidores e de empresas privadas pode reverter este quadro. E o exemplo pode vir justamente das embalagens – como as garrafas PET – conhecidas vilãs quando o assunto é lixo e meio ambiente.
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Um dos produtos mais característicos do Brasil, o Guaraná Antarctica quer unir sustentabilidade e eficiência comercial. Em dezembro do ano passado, a bebida chegou às prateleiras para os consumidores em garrafas de PET 100% recicladas.
A Ambev, empresa que detém a marca, informa que há apenas três fornecedores de garrafas PET atuando no Brasil. Destes, apenas um tem autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para produzir garrafas recicladas destinadas à indústria alimentícia.
Um dos conceitos fundamentais do refrigerante é o de que qualquer PET pode virar uma PET de Guaraná Antarctica.
A empresa pretende retirar as garrafas PET das ruas e trabalhar coordenada com cooperativas de coleta do produto nas ruas. O objetivo é a redução de uso de matéria-prima e a educação dos consumidores. O plano da empresa prevê que 20% das embalagens de 2 litros do refrigerante sejam recicladas até o final do ano.
Embalagem protegida e sustentável
A NatuCoob é outro exemplo desta proposta ecológica que agrega valor aos produtos. A solução é uma espécie de película protetora que fica incolor após a aplicação em cartão ou papel – que, além de garantir a resistência à umidade e à gordura, permite contato com qualquer alimento, sem danos a saúde.
A tecnologia desenvolvida pela empresa brasileira Ideal Paper substitui as embalagens com película de plástico ou resina, que são desenvolvidas à base de petróleo e não deveriam entrar em contato com os alimentos.
As embalagens com o material isolam os alimentos da gordura e umidade. Quem come uma coxinha numa forma revestida pelo material não fica com as mãos engorduradas, por exemplo. Além disso, o executivo da Ideal Paper aponta para outro fator inovador: a ausência de flúor químico no produto. João Leon, técnico da Ideal Paper, explica que o composto é nocivo à saúde e ao meio ambiente quando descartado.
— O problema do flúor químico em embalagens alimentícias é que ele acumula no organismo e pode encadear um processo cancerígeno ao longo dos anos. O Natucobb não tem este elemento, é reciclavel e biodegaradável, assim sendo não agride nem a saúde nem o meio ambiente.
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