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publicado em 25/11/2009 às 15h15:

Empresas escondem ataques hackers, diz FBI

Investigador dos EUA diz que companhias têm medo de ter reputação arranhada

Reuters.

Criminosos da computação violam regularmente sistemas de segurança e roubam milhões de dólares e dados de cartões de crédito, em crimes que as companhias mantêm em segredo. A afirmação é do principal investigador de crimes de internet do FBI, Shawn Henry .

– Dos milhares de casos que investigamos, o público só conhece um punhado. Há casos multimilionários sobre os quais as pessoas nada sabem.

As empresas que são vítimas de crimes da computação relutam em divulgar o fato por medo de que a má publicidade prejudique sua reputação, assuste clientes e reduza lucros. Às vezes, elas nem mesmo reportam os crimes ao FBI. Em outros casos, demoram tanto que se torna difícil obter provas.

– Enterrar a cabeça na areia em lugar de denunciar um crime significa que os bandidos continuam à solta e estão atacando novas vítimas.

Ele diz que o problema dos crimes de computação se tornou mais grave nos três últimos anos, porque os hackers mudaram seus métodos de ataque, devido ao reforço da segurança pelas empresas. Isso acontece porque a internet vem crescendo rapidamente como ferramenta de comércio – com isso, empresas e consumidores expõem dados valiosos como planos de negócios, números de cartões de crédito, informações bancárias e números de documentos pessoais.

Os criminosos da computação agora trocaram as grandes empresas, que reforçaram a segurança de suas redes nos últimos dez anos, por alvos de médio e pequeno porte que não têm recursos, conhecimento ou disposição de tomar medidas preventivas contra a invasão de computadores, diz o especialista.

Lavanderia

Um grupo que fraudou o serviço WorldPay do Royal Bank of Scotland, por exemplo, levantou mais de US$ 9 milhões (R$ 15,3 milhões). O grupo, com membros de países que incluem Estônia, Rússia e Moldávia, foi indiciado por violar dados criptografados usados pelo WorldPay, um dos principais serviços de processamento de pagamentos no mundo.

A quadrilha foi acusada de obter dados de pagamento de cartões de débito, que permitem a funcionários de empresas sacarem salários de caixas automáticos. Mais de US$ 9 milhões foram sacados em menos de 12 horas em mais de 2.100 caixas automáticos espalhados pelo mundo, segundo dados do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

 
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