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publicado em 09/11/2012 às 01h00:

Especialista conta tudo que você sempre quis saber sobre o Facebook (e tinha vergonha de perguntar)

Criador do Scup esclarece dúvidas e comenta polêmicas sobre a rede social

Tiago Alcantara, do R7


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Com mais de 60 milhões de usuários conectados, o Brasil é o segundo país com mais usuários no Facebook. A rede social criada no alojamento de faculdade de Mark Zuckerberg conquistou um bilhão de usuários no mundo todo e faz cada vez mais sucesso entre os brasileiros. Por aqui a ferramenta como canal de divulgação para informações, balcão de reclamações e até como palanque.

Diego Monteiro, cofundador do Scup, explica que as empresas estão ligadas nos hábitos dos internautas. Sua plataforma é a ferramenta líder de mercado para monitoramento e análise de marcas e assuntos nas mídias sociais.

Traduzindo: suas interações na rede são, sim, monitoradas e públicas.

 

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Monteiro alerta que as novas redes colocam todo o poder nas mãos dos usuários. Os canais de informação para reclamar de uma marca, serviço ou governo estão cada vez mais abertos para os internautas.

—O problema é que esse poder vicia.

O especialista em mídias sociais está lançando o livro Monitoramento e Métricas de Mídias Sociais: do estagiário ao CEO – escrito em parceria com Ricardo Azarite. Monteiro conversou com o R7 para esclareceu dúvidas que todo mundo tem sobre a rede social de Zuckerberg. Confira:

 

Redes sociais: poder nas mãos do usuário
Especialista esclarece dúvidas sobre a rede social
Qual a razão de todo mundo parecer tão feliz nas redes sociais?
Diego Monteiro - É sempre um negócio extrapolado. Na intimidade, você expõe as suas fraquezas. A gente tem uma sociedade onde a fraqueza é ruim, demonstrá-la faz de você um fracassado. As redes sociais são um prato cheio para você compensar, criando uma pessoa que é totalmente diferente, que é digna de ser invejada. As pessoas são muito mobilizadas por isso. Todo mundo está esperando um confete.
O brasileiro e os latinos amam o Facebook porque são povos mais sociais?
Diego Monteiro - Para mim isso não faz sentido nenhum. O que a gente sabe, é que os países que mais usam redes sociais são China, Índia e Brasil, eles têm os maiores picos de hora por usuários. O que tem o povo do Brasil a ver com os chineses? Eles também se dão bem com todo mundo? Em minha opinião, as redes sociais trazem para esses países que estão se desenvolvendo uma inclusão social. Uma oportunidade de falar. [Os povos em desenvolvimento] querem mostrar o poder de se comunicar e influenciar. Fico com essa impressão, que comunicar o seu consumo é um desejo de status que os países mais desenvolvidos já têm resolvido.
As redes sociais são mesmo uma porta de entrada para os empregos?
Diego Monteiro - Sim, tem muita coisa que a pessoa pode fazer. Principalmente coisas que a pessoa não pode fazer. Cuidar da imagem social dele para mostrar que é proativo. As redes sociais permitem que seja muito acessível. Aqui no Brasil começam a surgir profissionais que conquistam emprego devido ao uso positivo das redes. Mesmo assim, a grande maioria das pessoas não consegue ter todo esse tempo, essa afinidade com o meio eletrônico.

Dá a impressão de que você tá falando no MSN. Gera uma consequência negativa, de que você está num lugar de intimidade quando você tá num lugar público. Não fazer nada também pode ser ruim. Tem muita gente que deixa o perfil desatualizado e perde muita oportunidade profissional. Perde oportunidades de networking.

Outro lado é ter demissões devidas às mídias sociais. Esses casos não são divulgados, mas a gente que está acompanhando um mercado sabe que isso é relativamente frequente.
É legal adicionar o seu chefe?
Diego Monteiro - Depende do mercado que você está e do tipo de relação que você tem com o seu chefe. Vai do perfil e do bom senso do funcionário de perceber qual que é a prática. Tem todo um posicionamento/ conduta que o profissional tem que ter. O grande problema é que o mundo das mídias sociais tem 0 e 100% de intimidade ao mesmo tempo. Mensagens privadas convivem com publicações abertas. Essa é a grande dificuldade, da pessoa ter o discernimento dia a dia.
Podemos perceber um aumento das pessoas e empresas usando páginas bem humoradas para atrair seguidores. O humor é a linguagem do Facebook?
Diego Monteiro - É uma oportunidade e um risco ao mesmo tempo. Por um lado, o humor é viraliza muito fácil - um texto do Nietzsche viralizar é raro. O risco é o conteúdo ser viralizado pelo humor e não pela empresa. O humor corre esse risco de ficar mais ligado na piada do que na marca. O humor tem que estar atrelado à marca, ao produto.
No último mês tivemos duas histórias muito marcantes: o caso do "mendigo de Curitiba" e polêmica com a modelo Nana Gouvêa. Qual a análise que você faz da comoção e mobilização das redes?
Diego Monteiro - As redes sociais permitem um monte de coisas legais. Mas tem o contraponto da vigilância constante das pessoas e da punição. O irônico é que nas redes sociais as pessoas querem estar vigiadas, mas não querem ser punidas. Isso sempre aconteceu, mas agora a gente chega num nível muito alto. E o mais engraçado é isso: somos punidos pelo que postamos. O "Big Brother" [do livro 1984, de George Orwell] é o estado que vigia e oprime as pessoas. Hoje em dia, as pessoas colocam câmeras nas próprias casas e pagam por isso. A tecnologia está levando a isso, mas os desdobramentos são perigosos. As pessoas poderem se ajudar em torno de uma causa era mais difícil antigamente. A gente não conseguia imaginar que poderia ser tão rápido.

 

 

 

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