Mesmo com a ação do Brasil, especialistas ainda consideram improvável que o mundo saia de Copenhague, na Dinamarca, com uma meta ambiciosa para a redução de emissões de CO2 – fala-se mais em “compromisso político", e não em um acordo claro, com metas, prazos e recursos definidos para o assunto.
Um dos motivos é a resistência dos Estados Unidos, maiores emissores históricos de gás carbônico, em se comprometer com dois tópicos fundamentais da discussão: o quanto o país vai cortar de suas emissões e o quanto de dinheiro vai disponibilizar para a luta contra a mudança climática, principalmente nos países pobres.
Os EUA já têm uma legislação sobre o assunto que foi aprovada na Câmara e aguarda votação no Senado – é improvável que o texto vá a votação até a reunião de Copenhague. A matéria estabelece que o país reduza em 20% o nível de suas emissões até 2020, tomando como base os índices registrados em 2005, meta considerada pouco ambiciosa por organizações ambientalistas.
Enquanto isso, países emergentes ainda relutam em estabelecer um compromisso sobre o assunto.
Estudos indicam que os países desenvolvidos precisam reduzir entre 25% e 40% de suas emissões de gases do efeito estufa até 2020, levando em conta o que foi emitido em 1990. O mundo terá que discutir um meio de chegar a isso sem que a adoção desses objetivos prejudique a economia e a geração de empregos.