Jason Lee/ReutersHu Jintao (à esq.) e Obama dizem que
"querem acordo que tenha um efeito imediato"
12 de Fevereiro de 2012
Líderes mundiais tentam chegar a acordo sobre emissões de CO2
Estados Unidos e China desejam que a conferência internacional sobre o clima, que será realizada no mês que vem em Copenhague (Dinamarca), resulte em um acordo com "efeito imediato". O anúncio foi feito pelo presidente americano, Barack Obama, em uma entrevista coletiva em Pequim ao lado de Hu Jintao, o presidente da China.
Em Copenhague, os países vão discutir a adoção de um acordo para o corte de emissões de CO2, considerado um dos "vilões" do aquecimento global. O CO2 é emitido pela queima do carvão (usado para gerar energia nas fábricas, por exemplo) e dos combustíveis fósseis, como a gasolina e o diesel, e também pelo desmatamento, entre outros processos.
Depois de destacar progressos nas conversações com o presidente chinês, Obama declarou que, "sem os esforços da China e dos Estados Unidos, os maiores consumidores e produtores de energia, não pode haver soluções".
– Nosso objetivo não é um acordo parcial, nem uma declaração política, e sim um acordo que cubra todas as questões nas negociações e que tenha um efeito imediato.
China e Estados Unidos são os dois maiores poluentes do planeta e muitos países esperam iniciativas das duas grandes potências econômicas na Conferência sobre o Clima, prevista para ocorrer entre 7 e 18 de dezembro na capital da Dinamarca.
Em um comunicado conjunto, os dois países reiteram que um acordo em Copenhague deverá estar "baseado no princípio de responsabilidades comuns, mas diferenciadas", com metas de redução de emissões por parte dos países desenvolvidos e ações nacionais apropriadas por parte dos países em desenvolvimento.
EUA mudam de posição
As afirmações dos presidentes contrariam informações divulgadas por integrantes do governo dos EUA durante o último fim de semana. O conselheiro adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca, Michael Froman, disse no domingo (15) que "líderes consideraram que é pouco realista esperar que daqui ao começo de Copenhague (...) seja possível conseguir um acordo internacional legalmente vinculativo".
As afirmações foram feitas durante o Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), em Cingapura, que teve participação de Obama. Froman disse que nenhum dos presentes no evento, incluindo Obama, achava provável que os países cheguem a um acordo definitivo em Copenhague. A reunião seria importante apenas para "dar um passo adiante" no assunto.
Apesar de Obama apoiar pessoalmente a redução de emissões poluentes, o Congresso dos EUA se mostrou pouco interessado em aprovar medidas que reduzam a emissão desses gases.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7