27 de Maio de 2012
Tempo após o crime faz com que análise de fezes também seja ineficaz
Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Genética, Salmo Raskin, não é mais possível identificá-la, quase um mês depois do suposto dia de sua morte, por meio de exames de DNA, a menos que os ossos não estejam degradados.
- Só se eles fossem feitos no máximo três dias depois da morte, se os tecidos não tivessem sido totalmente digeridos pelo animal.
Raskin explica que, se os testes tivessem sido feitos logo depois de os cachorros comerem e excretarem os restos de Eliza, seria possível fazer análises genéticas que comprovassem que se tratava do corpo da vítima. Também poderiam ser usadas outras partes do corpo de vítima que não são digeridos pelos cães, como as raízes dos fios de cabelo.
- É possível retirar o DNA do tecido dos ossos, usando o mesmo processo que usaríamos para analisar a ossada dela, e compará-los com os de sua mãe. Para isso, seria necessário analisar a medula de ossos grandes, como o fêmur e a costela ou até os dentes de Eliza.
Segundo o veterinário Daniel Ribeiro Sayegh, normalmente a digestão de um cachorro é mais acelerada do que a do homem. Mas, para que o cachorro tenha conseguido comer pedaços grandes de osso, ele teve que quebrá-los em pedaços menores, tornando a digestão mais lenta.
- Nesse caso, ele faria a digestão no máximo em três dias. Agora, se os peritos encontrarem fezes daqueles dias não é uma possibilidade descartada, embora os ossos possam já estar degradados.
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