27 de Maio de 2012
Equipamento deveria estudar lua de Marte, mas teve problemas

Uma falha nos computadores de bordo causou a perda da sonda russa Phobos-Grunt, que tinha como destino Phobos, uma das luas de Marte, informou nesta terça-feira (31) Vladimir Popovikin, diretor da Roscosmos, agência espacial russa.
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O chefe da Roscosmos revelou que, conforme a comissão investigadora, a causa "mais provável" da falha registrada em novembro foi uma "ação local de partículas pesadas do espaço cósmico".
- Dois equipamentos do sistema de computadores de bordo reiniciaram, o que os deixou em regime de máxima economia de energia e à espera de ordens.
Ele foi citado pela agência oficial de notícias RIA Novosti, em reunião sobre o desenvolvimento do setor espacial.
As declarações de Popovkin jogam por terra a versão divulgada anteriormente por analistas russos de que a falha foi causada por emissões de radares americanos.
Logo após o lançamento, em 8 de novembro, a sonda russa ficou na órbita terrestre ao invés de fazer sua viagem a Marte, sem o controle das estações terrestre de rastreamento.
Duas semanas depois, a Esa, agência espacial europeia, conseguiu receber sinais da Phobos-Grunt, um acontecimento que fez renascer as esperanças de recuperar o aparelho. Porém, todos os esforços para recuperar a sonda foram em vão e o aparelho, com 13,5 toneladas, se chocou contra as camadas mais altas da atmosfera terrestre em 15 de janeiro.
Segundo a Roscosmos, os restos da sonda que não queimaram ao entrar na atmosfera caíram ao sul do Pacífico, a 1.000 km do litoral do Chile.
A Phobos-Grunt deveria completar uma missão de 34 meses que incluía o voo a Phobos, a aterrissagem em sua superfície e, finalmente, o retorno à Terra de uma cápsula com amostras do solo do satélite marciano.
O projeto, com custo de R$ 297,7 milhões (US$ 170 milhões), tinha como objetivo estudar a matéria inicial do sistema solar e ajudar a explicar a origem de Phobos e Deimos, a segunda lua marciana, assim como dos demais satélites naturais do sistema solar.
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