23 de Fevereiro de 2012
Consumidores gritavam na porta da loja; funcionários estão envergonhados

A compradora não identificada tem 23 anos e trabalha em um escritório. Ela gastou mais de R$ 3 mil em um Macbook Pro com tela de 13 polegadas e um iPhone 3G, na loja de Kunming. A loja não lhe forneceu nota fiscal de venda no momento da aquisição e funcionários a instruíram a voltar depois para apanhar o documento. Na porta da loja, ela gritava, exigindo seus direitos e foi convidada a subir ao piso superior do magazine para ser atendida.
- Onde está minha nota? Vocês me prometeram a nota no mês passado.
Os funcionários também estavam zangados, com a atenção indesejada que receberam depois que mais de mil veículos de mídia reproduziram a informação e as fotos da loja foram publicadas no blog BirdAbroad. Um deles, que também não quis revelar sua identidade, demonstrou muita revolta.
- A mídia está nos retratando como uma loja falsa, mas não vendemos produtos falsificados; todos os nossos produtos são reais, pode verificar. Não existem leis na China que digam que não tenho o direito de decorar uma loja da maneira que prefiro.
Os funcionários, embora incomodados pela cobertura e indispostos a revelar seus nomes completos, cooperaram quando a reportagem visitou a loja, respondendo a perguntas e permitindo que o local fosse filmado.
Outro funcionário, de sobrenome Yang, disse que as vendas foram prejudicadas pela repercussão, porque os clientes estavam exigindo prova de autenticidade de seus produtos.
A Apple se recusou a comentar sobre a loja e outras como ela espalhadas pela China. A empresa só tem quatro Apple Stores legítimas no país, em Pequim e Xangai.
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