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publicado em 27/07/2010 às 17h14: atualizado em: 27/07/2010 às 18h38

Falta de cuidados pode explicar mortes dos
cães de Bola. Saiba mais sobre as doenças

Cinco cães morreram por parvovirose; outras duas mortes foram por leishmaniose

André Sartorelli e Diego Junqueira, do R7

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Dos dez cachorros que eram criados pelo ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola (suspeito de participar do desaparecimento de Eliza Samudio) e que foram recolhidos para testes pela polícia, cinco morreram em razão da parvovirose. Essa doença pode ser prevenida com uma vacina obrigatória para os animais, ou então pode ser curada com o tratamento adequado.

Os animais foram recolhidos quando a polícia passou a contar com a hipótese de que Eliza foi morta e depois seu corpo teria sido arremessado para os rotweillers. Os cachorros chegaram ao Centro de Zoonoses de Belo Horizonte no dia 8. Na sexta-feira (23), eles passaram por exames com luminol, para detectar se havia sangue nas patas e nos focinhos.

A parvovirose canina é causada por um vírus, sendo uma das doenças mais comuns que atingem os filhotes de cães – pelo fato de sua imunidade natural ser mais frágil que a dos adultos. Os animais se infectam quando entram em contato com outros cães doentes. O vírus é transmitido pelo ar, secreções, fezes e urina e causa falta de apetite, desnutrição, secreção nos olhos e no focinho, além de diarreia. 

Das cinco mortes que ocorreram por essa doença, duas foram no próprio Centro de Zoonoses, e as outras três durante o fim de semana, quando os animais já tinham sido devolvidos para a família de Bola, em Vespasiano, na região Metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com a veterinária Márcia Cristina Sonoda, assim que um animal é infectado pelo vírus, a parvovirose começa a se manifestar em dois ou três dias. Os cães ficaram retidos por 15 dias em Belo Horizonte.

No entanto, a veterinária afirma que se os animais pequenos estiverem com as vacinas em dia, “a chance de pegar a doença é baixa, bem difícil”. Até estarem com a vacinação completa, Márcia afirma que os filhotes devem evitar o contato com outros cães.

Leishmaniose matou outros dois cães

Além dos cinco animais que morreram por causa da parvovirose, outros dois cães tiveram de ser sacrificados no Centro de Zoonoses porque estavam com leishmaniose. Uma determinação do Ministério da Saúde – contestada por entidades de proteção aos animais – torna obrigatório o sacrifício de todos os cães com resultados positivos para essa doença.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Belo Horizonte, a leishmaniose foi detectada nos dois animais assim que eles chegaram ao Centro de Zoonoses, no dia 8. Mas o sacrifico dos cães só foi realizado após os testes da última sexta-feira (23), e depois de a família de Bola permitir a eutanásia dos animais.

A leishmaniose é transmitida pela picada de um mosquito, conhecido como mosquito-palha. Para passar a doença para os animais, os mosquitos precisam estar infectados pelo protozoário leishmania. Os cães são um reservatório desse parasita no meio urbano – os humanos contraem a doença caso sejam picados por mosquitos infectados. Para os cachorros, a leishmaniose visceral costuma ser fatal. Em humanos, o tipo mais comum é chamado de cutânea ou tegumentar.

A veterinária Juliana Machado, da empresa Farmacore, explica que o tempo para que os sintomas da leishmaniose pode variar bastante.

- A manifestação varia de acordo com a imunidade de cada animal. Mesmo sem apresentar alguma característica que indique a doença, é possível detectar a leishmaniose por meio de exames.

Quando uma pessoa tem leishmaniose cutânea, há a proliferação de áreas avermelhadas pelo corpo, feridas com bastante secreção, principalmente na região da boca e nariz, e febre irregular. Cães e seres humanos afetados pelo tipo visceral, que afeta órgãos internos como rim e fígado, provocando vômito, diarreia e emagrecimento progressivo.

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