27 de Maio de 2012
Juiz não aceitou pedido para proibir que a Nokia fosse proibida de usar marca Ovi no Brasil
A empresa brasileira Ouvi, que oferece serviços de envio de SMS e download de toques de celular, vai recorrer da decisão da Justiça que permitiu que a Nokia, maior fabricante mundial de celulares, usasse a marca Ovi no Brasil – esse nome é usado para a loja de aplicativos da companhia, em que é possível baixar "programinhas" para usar no celular, algo similar à App Store, do iPhone.
Na semana passada, a 27ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo não aceitou o pedido para que a Nokia fosse proibida de usar a marca no Brasil. A fabricante de celulares afirmou estar “muito satisfeita com isso” e que “continua acreditar que seus argumentos são fortes”.
O norueguês Tore Haugland, executivo-chefe da Ouvi, disse ao R7 que já se prepara para recorrer da decisão e que está determinado a impedir que a gigante dos celulares use um nome similar ao da sua empresa no país.
– Pessoas já ligaram para nós perguntando se nós éramos da Nokia. Nós também temos sido citados por meio do nosso site www.ovi.com.br em reportagens da mídia brasileira sobre a Nokia. Em outras palavras, já existe uma clara confusão entre as duas marcas no mercado brasileiro.
A Nokia lançou a Ovi em várias partes do mundo, mas o serviço ainda não está disponível no Brasil. A empresa diz acreditar que a que a Ovi – marca lançada em 2007 – seja suficientemente distinta de Ouvi.
Mas a empresa brasileira diz que a pronúncia é praticamente a mesma em português. Por causa da semelhança, a Ouvi resolveu se adiantar e entrou com um pedido para que a Nokia fosse proibida de usar a marca no país, o que agora foi negado.
A firma de Haugland diz ter registrado em 2004 o domínio Ovi na internet (ovi.com.br), já que a pronúncia de "Ouvi" e "Ovi" é a mesma em português.
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