27 de Maio de 2012
Estudo diz que 30% dos americanos têm variação genética que causa problemas ao volante
Você é daqueles motoristas que tem vontade de chorar na hora de estacionar em um local apertado, tem dificuldades de mudar de faixa na rua ou vive ralando seu carro em muros, postes e portões? Se você se identificou com essa descrição, por culpar os seus genes. Um estudo feito nos Estados Unidos indica que ser mau motorista é uma questão genética.
Os pesquisadores da Universidade da Califórnia descobriram que as pessoas com uma variação genética específica têm uma performance mais de 20% pior que os motoristas com outras combinações de DNA. E não há poucos “barbeiros” por aí: cerca de 30% dos americanos têm essa variação.
O cientista Steven Cramer diz que nos maus motoristas uma parte menor do cérebro é estimulada quando é necessário realizar uma tarefa no trânsito.
– Essas pessoas cometem mais erros e esquecem mais as coisas que já aprenderam. Eu estou curioso para estudar a genética das pessoas que se envolvem em batidas de automóvel. A pergunta é se o índice de acidentes é maior para pessoas com essa variação genética.
Cramer e seus colegas analisaram 29 pessoas – 22 sem com a variação genetica e sete que apresentavam essa diferença no DNA. Os voluntários tiveram de dar 15 voltas em um simulador de carros e repetir a tarefa uma semana depois.
Aqueles com a variação genética tiveram uma performance pior. Os pesquisadores dizem que esses genes controlam uma proteína chamada fator neurotrófico derivado do cérebro, relacionado à memória.
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