12 de Fevereiro de 2012
Porta-voz diz que país é vítima, mas admite dificuldade no questionamento das leis internas

As acusações de que o governo chinês participou de ataques virtuais contra o Google são "sem fundamento". A declaração foi dada neste domingo (24) à agência de notícias Xinhua por um porta-voz oficial do Ministério da Indústria e de Tecnologia da Informação.
- As acusações de que o governo chinês participou de qualquer cyberataque [ataque pela internet], seja direta ou indiretamente, são sem fundamento e têm como objetivo denegrir a China. Rejeitamos firmemente [essas acusações].
A declaração vinda de Pequim foi uma resposta aos recentes comentários do governo norte-americano, afirmando que o presidente Barack Obama estava "preocupado" com a polêmica entre a China e o Google, que se queixou de ataques virtuais a contas de e-mail chinesas, ameaçando deixar o país.O porta-voz chinês falou que seu país é a "principal vítima" dos piratas virtuais.
- A política da China em relação à internet é transparante e coerente.
Outra fonte de informação ligada ao Conselho de Estado disse à agência Xinhua que os esforços das autoridades chinesas para controlar a troca de informações na internet são legítimos e não deveriam sofrer interferências injustificáveis.
O porta-voz destacou que as autoridades têm o direito de regular os conteúdos prejudiciais, e que essa política nada tem a ver com as restrições à liberdade na internet.
- Todos os países enfrentam condições e realidades diferentes, o que requer uma regulamentação diferente da rede.
Por fim, concluiu que, se por um lado a China está disposta a dialogar com outros países sobre o uso da internet, por outro é contra qualquer questionamento das suas leis internas.
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