27 de Maio de 2012
Na semana passada, o governo de SP anunciou projeto de banda larga popular
.O Brasil lançará no final de novembro um plano nacional de banda larga com necessidade de investimentos de R$ 10 bilhões. A informação é do ministro das Comunicações, Hélio Costa, que defende parceria público-privada (PPP) para levar o projeto adiante.
Em entrevista à Reuters nesta terça-feira (20), Costa disse ainda que o governo "neste momento não tem uma empresa capaz de tocar um empreendimento desta magnitude", ao ser questionado sobre a possível reativação da Telebrás para liderar a universalização da internet rápida no país.
Para o ministro, o plano deve incluir incentivos fiscais, crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social) e uso de infraestrutura de transmissão de dados do governo que está subaproveitada. O governo de São Paulo lançou na última semana um programa de banda larga popular com preço de R$ 29,90. Para Costa, esse valor pode ser bom para o Estado, mas é alto se consideradas regiões mais pobres do país, como o Norte.
– De repente se pode fazer banda larga por R$ 9,90.
Ele diz que o objetivo é que todo o Brasil tenha acesso à internet rápida em um prazo de até cinco anos.
– É um projeto do próprio presidente (Luiz Inácio Lula da Silva), de querer na última etapa do seu governo estabelecer no mínimo o começo, a implementação da primeira fase de um plano nacional de banda larga.
Na semana passada, operadoras de telecomunicações privadas manifestaram o desejo de participar do plano de universalização da banda larga, durante a feira Futurecom, em São Paulo. O conselheiro da Oi Otávio Marques de Azevedo, que preside a holding Andrade Gutierrez, criticou fortemente a ideia de ressuscitar a Telebrás, aventada por alguns técnicos do governo.
Outro pedido do setor é a retomada dos leilões de frequências para garantir que o aumento da oferta de serviços seja suportado.
Costa disse que o governo está trabalhando para realizar licitações no primeiro trimestre de 2010 e afirmou que questões técnicas impedem a oferta de frequências "na pressa com que querem as empresas".
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