R7 - Notícias

Buscar no site
Eu quero um e-mail @R7
Esqueci minha senha

27 de Maio de 2016

Você está aqui: Página Inicial/Notícias/Tecnologia e Ciência/Notícias

Icone de Tecnologia e Ciência Tecnologia e Ciência

publicado em 10/10/2012 às 15h37:

Impressão 3D: principal força por trás da revolução manufatureira

Estadão ConteúdoEstadão Conteúdo

Publicidade
Impressão 3D: principal força por trás da revolução manufatureira Por Camilo Rocha São Paulo, 10 (AE) - A impressão 3D está deixando de ser uma novidade curiosa para se tornar a principal força por trás de uma revolução manufatureira. Com o barateamento e disseminação das máquinas que conseguem produzir objetos físicos a partir de desenhos no computador, muitas perspectivas comerciais e industriais são criadas. E não são apenas novos jeitos de fabricar, mas novos jeitos de pensar a fabricação. A discussão é tema do livro lançado na semana passada "Makers: The New Industrial Revolution" (Realizadores: a nova revolução industrial, em tradução livre; sem edição brasileira), do jornalista Chris Anderson, editor-chefe da revista "Wired". "A ideia de fábrica está mudando", escreve ele, em seu típico modo empolgado. "Assim como a internet democratizou a invenção em bits, uma nova classe de tecnologias de rápida prototipagem, de impressão 3D e cortadoras a laser, está democratizando a invenção em átomos. Você acha que as últimas duas décadas foram incríveis? Então espere só." Anderson se consagrou com livros como "A Cauda Longa e Free - Grátis - O Futuro dos Preços", que mastigam macrotendências da internet. Embora muitas vezes o jornalista norte-americano seja acusado de ser simplista, é inegável que seu olhar está na direção certa. Repare nos termos "bits" e "átomos", que podem ser traduzidos por software e hardware, virtual e físico, mundo digital e mundo real. A impressão 3D representa uma fronteira cada vez mais difusa entre bits e átomos. E o melhor é que o foco está menos em excentricidades como "máquina imprime comida" e mais em notícias como a de que a Boeing vai produzir asas de avião em impressoras 3D gigantes. Em casa. Mas a revolução da impressão 3D não está em corporações como a Boeing e, sim, nas oportunidades que ela abre para inventores e empresários. A impressão 3D permite que os pequenos "makers" fabriquem coisas que antes só os maiores conseguiam. Uma pequena manufatura pode surgir numa garagem. "Dar poder ao ser humano comum de materializar qualquer ideia", resume o blog do projeto Metamáquina, integrado por Felipe Moura, Felipe Sanches e Rodrigo Rodrigues da Silva. O primeiro estudou no Instituto de Matemática e Estatística, da Universidade de São Paulo (USP), os outros dois vieram da Escola Politécnica, também da USP. Numa apertada sala numa antiga vila italiana da Barra Funda, os três constroem pequenas e artesanais impressoras 3D. Já venderam 27 máquinas desde maio (uma impressora montada custa R$ 3.700; desmontada, R$ 2.900), mas tiveram de interromper a produção agora. "Tem mais demanda do que capacidade de entrega", diz Sanches. Seus clientes são principalmente arquitetos e engenheiros, que querem as máquinas para produzir moldes e protótipos com mais facilidade e economia. Mas há também universidades em busca dos aparelhos: a Poli já tem uma Metamáquina e a Universidade de Brasília acaba de encomendar uma. Além de vender máquinas, o trio imprime peças sob encomenda. Uma estilista se interessou em fabricar uma linha de biquínis de plástico. Um casal queria um modelo do filho que estão esperando, produzido a partir de uma ultrassonografia 3D. Um pedido foi especial: um médico solicitou a impressão de um modelo da aorta de um paciente, possibilitando a visualização de um detalhe do corpo do paciente como objeto físico. Produção. O último exemplo aponta para uma das maiores vantagens da manufatura a partir da impressão 3D: a produção a baixo custo de uma peça individual e exclusiva. A estilista Andreia Chaves, brasileira que vive em Milão, Itália, produz sapatos confeccionados com partes feitas em impressora 3D. Ela enxerga nessa customização um grande benefício para a moda. "É a tecnologia trazendo o artesanal de volta", afirma. Já existe uma disponibilidade interminável de modelos 3D prontos de brinquedos, capas de celular, peças de decoração, utensílios de cozinha, chaveiros, acessórios, encontrados em sites como o brasileiro Designoteca e o americano Thingiverse. Eles funcionam como comunidades de troca de informação sobre técnicas e produtos e de desenhos que podem ser baixados para impressão em 3D. O Thingiverse está ligado à empresa MakerBot, conhecida por suas impressoras acessíveis. Ela acaba de lançar a Replicator 2, seu modelo mais bem acabado e comercial, com um preço de US$ 2.199. A novidade não parou por aí: pela primeira vez, a MakerBot manteve fechado o código do software de uma máquina sua, além de não divulgar os diagramas do hardware. Sinal de uma indústria se tornando mais convencional? Sanches, do Metamáquina, lamenta: "O software livre é fundamental para a inovação. Foi assim que esse meio evoluiu tão rápido. A inovação tem de ser mais importante que a propriedade". Os criadores da Metamáquina condenaram a atitude da MakerBot em um comunicado público. "Preferiríamos mil vezes fechar a empresa a fechar o código." Bre Pettis, sócio da MakerBot, defende a decisão. "Os dados retidos ajudam os outros a nos clonar, mas não importam tanto para outros realizadores. Acreditamos no compartilhamento e manteremos a operação a mais aberta possível", disse ele à reportagem. Uma discussão que certamente estará presente na 3D Printshow, primeiro grande evento do setor, realizado no Reino Unido nos dias 20 e 21 deste mês. Múltiplos aspectos da área serão contemplados como design, arte, negócios, tecnologia, comércio e direitos autorais. Tudo envolvido por um clima de otimismo triunfante, resumido no site do evento: "A internet mudou o mundo nos anos 90. O mundo está prestes a mudar outra vez". Boxe: ALGUNS MESES E US$ 5 MIL Chris Anderson, editor-chefe da "Wired", recorre a um exemplo familiar para apresentar a história de seu novo livro. "Meu avô precisou de uma década e uma fortuna para aperfeiçoar seu invento e vendê-lo", diz. Já a empresa de Anderson precisou de alguns meses e US$ 5 mil. Para ele, tecnologias como a impressão 3D trazem a revolução digital para o mundo físico. Livro - Makers: The New Industrial Revolution. De Chris Anderson. Ed. Crown Business. US$ 26
 
Veja Relacionados: 
 
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google
 
 
 
 

Fechar
Comunicar Erro

Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.

Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7
Mensagem enviada com Sucesso!Erro ao enviar mensagem, tente novamente!

 

 


Shopping