ReproduçãoO governador do Rio de Janeiro quer conectar todas as escolas
estaduais à internet por meio de banda larga de 10 megabits por segundo
A TV interativa e o software livre foram alguns dos assuntos mais discutidos no primeiro dia da oitava edição do Rio Info (Encontro Nacional de Tecnologia e Negocios), que acontece no Rio de Janeiro desta terça-feira (31) até o dia 2 de setembro. Dividido em fóruns e seminários temáticos e diversos convidados estrangeiros, o evento reuniu empresários, desenvolvedores e políticos.
Presente na cerimônia de abertura, o ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, destacou a importância de discutir o setor com empresários e autoridades.
- É uma grande satisfação chegar em 2010 e ver que avançamos muito. Conseguimos exportar R$ 5,27 bilhões (US$ 3 bilhões) em software em 2009 e, gracas a eventos como esse, o maior promovido por um estado no setor, podemos ouvir quais as demandas de fabricantes e negociantes.
TV Interativa
No painel que discutia a TV Interativa, a implementação do Ginga, software que permite a recepção de conteúdo interativo em aparelhos de TV, e a baixa oferta de conteúdo foram os temas discutidos.
Atualmente, apenas 50 cidades realizam transmissão digital e, apesar dos atrasos na implantação, o governo mostra-se otimista com o cronograma.
Fabricantes de equipamentos e desenvolvedores foram unânimes em demonstrar preocupação com as questões técnicas que ainda atrapalham a popularização da TV Interativa.
Mas o Rio Info não teve apenas discussões técnicas. O governador do Rio e candidato a reeleição, Sérgio Cabral, afirmou que um de seus compromissos será conectar todas as escolas estaduais dos municípios do Estado com conexão de banda larga de ate 10 megabits por segundo, além de fazer um apelo para que a Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro aprove um projeto que diminui o ISS (Imposto sobre Serviços de Quaisquer Naturezas) para o setor de Ciência e Tecnologia.
Software livre x software proprietário
Um dos mais respeitados nomes do mundo da tecnologia, Jon "Maddog" Hall, diretor da Linux International - associação mundial sem fins lucrativos que reúne empresas na área de TI (Tecnologia da Informação)e promove o uso de aplicações e sistemas operacionais baseados em Linux -, diz que o Brasil precisa ser autossuficiente na produção de software em uma palestra.
A declaração foi feita, nesta terça-feira (31), na oitava edição do Rio Info 2010 (Encontro Nacional de Tecnologia e Negócios).
Durante o encontro, Maddog (cachorro louco em inglês) mostrou os perigos de empresas e governos terem seus sistemas totalmente baseados em softwares proprietários.
- O Brasil precisa ser autossuficiente na produção de software. Vocês precisam ter gente que mantenha os programas funcionando, haja o que houver. Esse é o futuro do Brasil.
Continuando sua cruzada pelos programas com código aberto (o chamado software livre), o diretor da Linux International tentou provar que é mais fácil instalar e integrar aplicativos "livres" do que os fabricados pelas grandes corporações. Ele disse que, "além de ser mais fácil corrigir qualquer erro e adaptar seu conteúdo ao que realmente necessitamos, ainda é mais barato".
Maddog questionou o porquê de governos precisarem pagar várias vezes pelos mesmos programas. Depois de citar os telecentros brasileiros que usam software livre como exemplos baratos e eficientes de inclusão digital, Maddog fez um alerta sobre o que aconteceria caso a Microsoft resolvesse sair do mercado.
- Como as empresas sobreviveriam? Tudo pararia? Lembrem-se de que grandes empresas, como a Compaq, que já foram líderes mundiais em seus segmentos, desapareceram.
A Rio Info vai até o dia 2 de setembro.