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publicado em 14/07/2010 às 17h40:

Investigação do caso Eliza Samudio tem
ajuda de radar usado por arqueólogos

GPR sinaliza áreas com propriedades diferentes e revela desde tubulações até ossadas

André Sartorelli, do R7


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O GPR (Radar de Penetração no Solo, em português), radar usado nesta quarta-feira (14) no solo por técnicos da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) para tentar encontrar partes do corpo da modelo Eliza Samudio supostamente concretadas no solo, é um equipamento que faz um raio x terrestre.

O aparelho serve basicamente para encontrar pontos do solo que apresentam estruturas diferentes entre si. O radar de solo geralmente é usado na arqueologia, em estudos ambientais, monitoramento de oleodutos ou gasodutos ou em perícias forenses.

Uma das antenas do GPR transmite uma onda de rádio que se propaga pelo solo. Toda vez que a radiação encontra um material de propriedades físicas diferentes daquele predominante no solo (por exemplo, uma tubulação, uma pedra ou uma ossada), o sinal volta para a superfície e é captado por uma segunda antena.

Essa diferença gera um gráfico que parece um “eletrocardiograma do solo”. As imagens mostram o local onde estão os pontos com propriedades discrepantes. O técnico responsável pelo exame do terreno interpreta o gráfico em um monitor, que pode ser um laptop conectado ao GPR. Os esquemas ficam gravados e podem ser impressos mais tarde.

O professor Renato Prado, do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP), explica que, no caso das buscas por possíveis restos mortais de Eliza Samudio, é usado um GPR com antena de pequeno porte.

- O uso desse tipo de equipamento com antena menor é comum em terrenos onde não há a necessidade de que a onda penetre com grande profundidade. A vantagem é que, nesse caso, as ondas têm maior frequência e resultam em imagens de maior resolução.

A partir da análise dos gráficos, os especialistas decidem as áreas que devem ser escavadas.

Eliza Samudio, 25 anos, ex-amante de Bruno Fernandes, está desaparecida há mais de um mês. A Polícia Civil revelou à Rede Record que, durante os trabalhos feitos na noite de terça-feira (13) no sítio do goleiro, em Esmeraldas (MG), os policiais tiraram fotos, apreenderam documentos, usaram luminol (substância que identifica marcas de sangue) em alguns pontos e realizaram escavações. 

Os agentes não revelaram as conclusões a que chegaram após a vistoria, que só terminou por volta de 1h desta quarta. Um primo de Bruno, Sérgio Rosa Sales Camelo, também esteve no local. O advogado de Camelo negou, na manhã desta quarta, que seu cliente tenha participado de qualquer tipo de reconstituição.

Bruno e outras sete pessoas estão presos desde a semana passada suspeitas de envolvimento no sequestro e morte de Eliza. Todos alegam inocência. Um menor de 17 anos, que está detido e é primo de Bruno, revelou detalhes do crime à polícia. Ele deu três versões diferentes sobre o caso, mas todas dizem que Eliza foi assassinada, esquartejada e teve pedaços do corpo dado para cães comerem. O assassino, segundo o menor, é o ex-policial Santos, que teria enterrado os ossos de Eliza em uma área de seu imóvel. A defesa do policial nega o crime.

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