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publicado em 04/10/2009 às 09h25:

Laboratório de DNA transforma vestígio humano em prova do crime

Análise de perfis genéticos é capaz de confirmar se sangue, esperma ou fio de cabelo de suspeito é idêntico ao encontrado no local do crime com 99,99% de certeza

Luiz Augusto Siqueira, do R7

No mundo da genética, também não existe um crime perfeito. Por mais que seja cuidadoso, o criminoso poderá deixar cair, por exemplo, uma minúscula gota de sangue ou um fio de cabelo em um local onde foi cometido um homocídio

Ou tranferir algum vestígio biológico, como o esperma, para a vítima em caso de estupro. Existe ainda a possibilidade de ele deixar para trás pedaços de ossos humanos, em casos de ocultação de cadáver.
 
É com esses materiais biológicos que trabalham as peritas do Laboratório de DNA, do Núcleo de Biologia e Bioquímica do Instituto de Criminalística de São Paulo. O DNA (ácido desoxirribonucleico) é uma molécula que contém as informações básicas para o desenvolvimento das células dos seres vivos, e que influencia nossas características físicas.

Ele também armazena as informações hereditárias, transmitidas de geração para geração, explica Eloisa Bittencourt, diretora do núcleo.
 
- Cada ser humano tem o seu próprio DNA. Os únicos que têm exatamente o mesmo DNA são os gêmeos univitelinos. O que determina as diferenças de cada ser humano é a seqüência das bases que compõem o DNA. 

Análise genética
 
Todos os dias, o laboratório recebe e analisa materiais biológicos relacionados a crimes, vindos de todo o Estado de São Paulo. Quando existe uma mancha de sangue na camisa de um suspeito - e esse sangue pode ser da vítima - é possível fazer uma exame comparativo, que analise regiões específicas do DNA de cada um deles e confirme se ambos são idênticos.

Se o perfil obtido do sangue da vítima e o do sangue na camisa do suspeito forem os mesmos, os peritos realizam cálculos estatísticos, que determinam qual a probabilidade dessa coincidência.

A maior parte dos mais difíceis de resolver são aqueles que apresentam uma amostra com uma quantidade insuficiente de DNA ou cuja qualidade foi comprometida.


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