11 de Fevereiro de 2012

Presidente diz que proposta brasileira para reduzir emissão de gases vai virar lei
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta segunda-feira (21) um balanço da participação brasileira na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15), que terminou neste final de semana, em Copenhague (Dinamarca).
Lula criticou a posição dos Estados Unidos na reunião e disse que, apesar de um acordo parcial, a conferência conseguiu resolver parte do problema.
A expectativa era que, da reunião de Copenhague, saisse um acordo para substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012. Esse protocolo, criado em 1997 e que começou a vigorar em 2005, estabelecia que os países desenvolvidos se comprometessem a reduzir em 5,2% as emissões de gases causadores do efeito estufa, considerados os responsáveis pelo aquecimento global, tomando por base o que foi emitido em 1990.
- Os Estados Unidos, ao tomarem essa atitude, fizeram com que muitos países europeus e mais o Japão, que são signatários de Kyoto, quisessem acabar com o protocolo, não deixando nada no lugar, para que eles também não tivessem mais os compromissos com metas.
Apesar das críticas, o presidente considerou um avanço nas negociações climáticas o acordo fechado entre China, Índia, África do Sul, Brasil e Estados Unidos no fim da conferência, mas reconheceu que a solução global precisa ser legitimada por todos os países.
- Até o próximo encontro, no México, nós deveremos fazer um acordo e todo mundo concordar para que a gente possa, então, definir uma política mundial para que a gente trabalhe o desaquecimento global.
O presidente afirmou ainda que as metas brasileiras apresentadas na conferência, de redução das emissões nacionais de gases de efeito estufa entre 36,1% e 38,9% até 2020, serão consolidadas com força de lei.
- Já não é mais a vontade do presidente Lula. Agora, quem quer que governe esse país vai ter que cumprir.
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