12 de Fevereiro de 2012

Presidente não quis dar detalhes sobre o encontro emergencial em Copenhague
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a reunião com os principais líderes presentes na Cúpula das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas na madrugada desta sexta-feira (18), em Copenhague, na Dinamarca, sem dar declarações sobre o resultado do encontro. Questionado sobre a possibilidade de um acordo, disse: "estou rindo para não chorar. Vamos esperar até amanhã (hoje)".
Na tarde desta quinta-feira (17), em entrevista com Sarkozy, Lula disse que não pretende entrar para a história como um dos que afundaram o acordo climático. Depois de mais de 24 horas em reuniões, Lula confessou que o tom dos que o procuravam era de total pessimismo.
– Corremos o risco de sermos fotografados como os dirigentes incompetentes que não conseguiram cuidar do planeta enquanto ainda era possível.
Antes, Lula já havia pedido que os países desenvolvidos assumam "metas ambiciosas" para a redução de emissões de gases causadores do efeito estufa – ele disse que esses objetivos devem estar "à altura de suas responsabilidades históricas e do desafio que enfrentamos".
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que ainda não havia nenhum resultado claro. O acordo discutido entre os líderes, diz ele, tinha como pontos limitar o aumento da temperatura em 2°C, cortar as emissões dos países desenvolvidos em 80% até 2050 e um corte médio de 50% até 2050.
O fim da reunião emergencial pedida por Lula e pelo presidente francês Nicolas Sarkozy terminou horas antes da chegada do presidente norte-americano Barack Obama a Copenhague. A cúpula se aproxima do fim sem acordo em vista, mas com muitos pedidos dos líderes políticos para que seja alcançado um consenso mínimo antes que seja tarde demais.
Obama e Lula
Obama conversou com Lula nesta quarta-feira (16) para tentar levar adiante um acordo substancial contra a mudança climática na cúpula de Copenhague. Segundo a Casa Branca, nessa conversa, o presidente americano destacou "a importância que os dois países continuem trabalhando estreitamente para conseguir um acordo concreto que signifique um verdadeiro progresso e criar uma ação global para enfrentar a ameaça da mudança climática".
Obama também destacou o papel-chave do Brasil na questão e explicou as medidas tomadas nos EUA e seu compromisso para um acordo em Copenhague que inclua redução de emissões de gases poluentes, o financiamento aos países pobres e um regime transparente de compromissos.
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