27 de Maio de 2012
Equipados com GPS animais serão soltos nas regiões contaminadas
A perigosa situação causada pelo acidente nuclear de Fukushima fez com que as autoridades japonesas procurassem formas alternativas para identificar os níveis de radiação existentes na região. Como boa parte destes níveis estão em graus prejudiciais à saúde humana, a universidade de Fukushima decidiu usar macacos e javalis para localizar as áreas nocivas à população, a informação é do jornal francês Le Parisien.
A ideia é equipar os animais com GPS e aparelhos capazes de medir o nível de radiação e íons na atmosfera. Em seguida, os técnicos pretendem soltar os animais na região para que circulem livremente. As autoridades ressaltaram que por meio deste mecanismo será possível mapear a radiação nos arredores da usina de Fukushima, evitando que o próprio ser humano se exponha aos danos da contaminação durante a execução desta tarefa.
Outro fator de destaque para a utilização dos animais é a geografia da região. A cidade de Fukushima é coberta por uma grande floresta que representa até 71% do território da municipalidade. Acredita-se que existam alto níveis do material toxico césio, este fato poderá danificar diretamente a agricultura, a pesca e as zonas residenciais nas proximidades.
Essa operação com cobaias foi testada em outubro de 2011, entretanto os cientistas não conseguiram recuperar os dados. Os animais expostos à radiação também são contaminados e muitos falecem devido à exposição. Com isso, será possível analisar os impactos do acidente nuclear na fauna e flora, e até mesmo, nos habitantes da região.
Tratar as florestas é uma das prioridades das autoridades que se preocupam com as chuvas na área atingida pela radiação. As águas de chuva podem espalhar ainda mais a contaminação, que ao penetrar no solo poderá tornar os impactos ambientais ainda mais sérios e duradouros. Os cientistas já admitem que em alguns locais afetados pelo desastre atômico, a radiação não deverá dispersar facilmente nos próximos séculos.
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