27 de Maio de 2012
País é considerado um dos polos mundiais dos crimes pela web
.A polícia anticorrupção da Nigéria disse que está trabalhando com importantes produtoras de software a fim de deter milhares de e-mails fraudulentos, em uma campanha de repressão aos crimes de Internet no mais populoso país da África.
A Economic and Financial Crimes Commission (EFCC) informou na quinta-feira (22) que o seu projeto "Eagle Claw," que deve estar completamente funcionando em até seis meses, tem como objetivo melhorar a manchada imagem da Nigéria como um dos polos mundiais dos crimes de internet.
Farida Waziri, presidente da comissão, disse em comunicado que "a EFCC está ajustando modalidades de segurança com a Microsoft e, quando plenamente implementadas, a capacidade de bloquear e-mails fraudulentos crescerá para cinco mil ao mês".
Femi Babafemi, porta-voza da EFCC, contou que as empresas não estão poupando esforços para ajudar.
- A tecnologia ainda não está plenamente desenvolvida, mas os operadores trabalharão 24 horas por dia, sete dias por semana, para detectar palavras-chave encontradas em e-mails fraudulentos. Apenas as mensagens limpas serão enviadas.
A agência anunciou já ter fechado 800 sites que praticavam crimes e detido 18 pessoas, nos últimos três meses. Haverá ao menos 100 agentes da EFCC dedicados ao projeto.
A iniciativa é o mais recente esforço do governo para combater a imagem do país como centro da corrupção, exemplificada pelos criminosos conhecidos como "419," o número do artigo no código penal nigeriano para práticas de fraude.
O governo no mês passado proibiu a exibição no país do sucesso de ficção científica Distrito 9,que caricatura os nigerianos como bandidos e canibais, e exigiu um pedido de desculpas da Sony depois que um anúncio do Playstation insinuou que os nigerianos são fraudadores.
O presidente Umaru Yar'Adua também lançou uma campanha de reconstrução da imagem nacional, com o lema: Nigéria -Boas Pessoas, Grande Nação e lançou uma campanha nacional para promover produtos nacionais em relação aos importados. Mas os nigerianos, que em sua maioria têm renda inferior a US$ 2 (R$ 3,43) por dia, dizem que o governo precisa fazer mais para resolver os problemas do país, que é muito pobre apesar de sua riqueza em petróleo.
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