AFPConnie Hedegaard, presidente da conferência, reconhece que
"ainda há muitos obstáculos" para acordo sobre o clima
12 de Fevereiro de 2012

Documento mostra dificuldade em chegar a acordo sobre o assunto
O rascunho diz que "os países desenvolvidos devem tomar a liderança no combate ao aquecimento global", já que, historicamente, eles são os maiores responsáveis pelas emissões de gases do efeito estufa. Mas o texto diz também que "as fontes e o volume de recursos financeiros" para o combate à mudança climática ainda "precisam ser definidos".
Fontes da UE (União Europeia) dizem que não é um texto final. Uma delas disse que "há muitas frases com colchetes", em referência aos espaços deixados pendentes de fechamento à medida que avançam os debates.
Entenda a reunião do clima:
O objetivo da cúpula, que começou no último dia 7 e vai até sexta-feira (18), é firmar um acordo para a redução das emissões de gases do efeito estufa, como o CO2 (dióxido de carbono), na tentativa de conter o aumento da temperatura na Terra.
O acordo vai substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012 e tem um índice de sucesso duvidoso. Esse protocolo, criado em 1997 e que começou a vigorar em 2005, estabelecia que os países desenvolvidos se comprometessem a reduzir em 5,2% as emissões de gases causadores do efeito estufa (tomando por base o que foi emitido em 1990), considerados os responsáveis pelo aquecimento global.
Kyoto é importante por ser o primeiro passo para um compromisso global de corte de emissões. O acordo previa metas para reduzir as emissões de países desenvolvidos, mas poupava os em desenvolvimento, como o Brasil, o que reduziu muito os seus efeitos. Além disso, os Estados Unidos não assinaram o protocolo, tornando-o um tanto ineficaz.
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