12 de Fevereiro de 2012

Presidente dos EUA vai conversar com Lula e o líder da China
O objetivo da reunião, que começou na semana passada e termina hoje, é firmar um acordo para a redução das emissões de gases do efeito estufa, como o CO2 (dióxido de carbono), na tentativa de conter o aumento da temperatura na Terra. Mas as negociações andam a passos lentos.
O presidente dos Estados Unidos permanece na capital dinamarquesa durante apenas um dia e sua visita é esperada como última chance de destravar negociações nas quais Washington e Pequim mantêm posturas de enfrentamento. Obama se dirigiu diretamente ao Bela Center, sede da conferência, após aterrissar pouco depois das 6h (horário de Brasília) no aeroporto da capital dinamarquesa.
Ele deve participar da sessão plenária da manhã, na qual fará uma breve intervenção, assim como na da tarde, na qual se espera que fique fechado o novo acordo, que deve substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.
Esse protocolo, criado em 1997 e que começou a vigorar em 2005, estabelecia que os países desenvolvidos se comprometessem a reduzir em 5,2% as emissões de gases causadores do efeito estufa, considerados os responsáveis pelo aquecimento global, tomando por base o que foi emitido em 1990.
Discórdia
Durante a cúpula, os países industrializados tentaram, até agora sem sucesso, fazer com que as nações emergentes aceitem que suas reduções de emissões sejam vinculativos à escala global, em clara a alusão à China, que é o país que mais polui.
Em Copenhague, espera-se que a reunião entre Obama e Wen possa desbloquear o diálogo entre as duas potências, para que a reunião dinamarquesa permita um novo acordo que possa se transformar em um tratado vinculativo na cúpula climática de 2010, que será realizada no México.
Os EUA exigem que a China ponha por escrito seus compromissos para poder verificar seu cumprimento, o que enfrenta resistência de Pequim. Por outro lado, a China exige dos EUA uma maior contribuição financeira para que os países em desenvolvimento se adaptem às tecnologias limpas e considera que Washington deve fazer mais para cortar suas emissões.
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