27 de Maio de 2012
Iniciativa quer proteger o valor cultural do que foi deixado na superfície lunar

Uma comissão que analisa o patrimônio histórico do Estado americano da Califórnia declarou neste sábado (30) que uma centena de objetos abandonados na Lua pelos astronautas da nave Apolo 11 são bens do Estado.
O site do jornal Los Angeles Times diz que a decisão foi tomada em uma sessão do Califórnia State Historical Resources Commission, organismo que cuida do tesouro estadual, como parte de um projeto para proteger o valor cultural dos artefatos deixados por Neil Armstrong e Eugene "Buzz" Aldrin sobre a superfície lunar na primeira viagem do homem ao satélite.
Armstrong e Aldrin pousaram o módulo Eagle em 20 de julho de 1969 em uma zona conhecida como Mar da Tranquilidade, e antes de retornar deixaram uma série de objetos.Embora os tratados internacionais impeçam que os países proclamem sua soberania no espaço, a legislação não faz referência a objetos deixados pelo homem em seus deslocamentos fora da órbita terrestre.
A iniciativa da comissão segue os passos de uma campanha iniciada por vários cientistas para conseguir que a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) proclame patrimônio da humanidade a zona onde o Apolo 11 pousou na Lua.
Entre a centena de objetos reivindicados pela comissão californiana estão botas de astronautas, equipamentos de sobrevivência, ferramentas, câmeras, antenas, pequenos contêineres vazios, bolsas de comida vazias e restos de produtos usados para iluminar a área.
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