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27 de Maio de 2012

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publicado em 01/02/2010 às 14h16: atualizado em: 01/02/2010 às 15h25

Obama cancela plano de levar homem de volta à Lua

EUA querem que empresas privadas construam naves e cobrem a corrida para o espaço

Do R7, com agências internacionais

O orçamento dos Estados Unidos para 2011 proposto nesta segunda-feira (1º) pelo presidente do país, Barack Obama, dá força para uma espécie de privatização das missões espaciais, com estímulo para que empresas comerciais construam, lancem e operem suas próprias naves. A Nasa (agência espacial dos EUA), então, deve usar esses veículos como "taxis espaciais", pagando cada "corrida". O assunto precisa de aprovação do Congresso norte-americano.

O maior afetado será o programa que prevê o retorno do homem à Lua até 2020 – o satélite natural não recebe visita de astronautas desde 1972. Esse plano foi traçado pelo ex-presidente George W. Bush e deveria custar US$ 100 bilhões (R$ 185 bilhões). Os astronautas viajariam em uma nova frota de naves espaciais que integram o programa Constellation e têm um desenho muito parecido com as do programa Apollo, que levou o homem à Lua. 

Mas, segundo o texto do orçamento, repetir o programa Apollo 50 anos depois é a "estratégia menos atrativa para a exploração espacial". A Nasa já gastou US$ 9,1 bilhões (R$ 17 bilhões) nesse projeto.

O texto de Obama promete um "novo rumo para as missões espaciais humanas", mas não dá detalhes sobre onde os astronautas iriam, em que nave ou quando. A Nasa vai ganhar US$ 6 bilhões (R$ 11 bilhões) de verbas adicionais por cinco anos, mas a maior parte deve ser gasta para estimular empresas comerciais a desenvolver naves. 

A maior parte da verba da Nasa será gasta mais perto da Terra. A promessa é aumentar os gastos com o lançamento de novos satélites de observação, especialmente para monitorar o aquecimento global. O pesquisador brasileiro Marco Figueiredo, que trabalha na agência há 17 anos, disse ao R7 no último sábado (30) que essa é uma tendência pessoa de Obama e do Partido Democrata.

– Durante o governo Bush [George W. Bush, que deixou o poder em 2009], a observação da Terra e os estudos sobre o aquecimento global não eram uma prioridade. A tentativa era até de esconder isso. Agora com o Obama há um interesse maior em saber o que vai acontece com o nosso planeta, em colher dados que ajudem a proteger e defender a Terra, torná-la um lugar mais sustentável.

Outra parte importante do orçamento é a prorrogação da data de "aposentadoria" da ISS (Estação Espacial Internacional), um laboratório espacial que fica a cerca de 400 km da Terra, que antes estava marcada para 2016. A questão é como levar os astronautas até lá, já que a atual frota de ônibus espaciais, que faz esse trabalho, vai ser aposentada neste ano depois de quase três décadas de operação e dois graves acidentes que mataram 14 pessoas.

A Nasa já tem acordos com empresas como Space Exploration Technologies e Sciences Corp para transportar carga para a estação. Companhias como a SpaceX dizem estar desenvolvendo naves que possam levar os astronautas.

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