27 de Maio de 2012
Texto postado durante discussão sobre bullying repercutiu em blogs e até no Twitter
Um perfil no Orkut publicou uma mensagem, sete dias antes do massacre ocorrido nesta quinta-feira (7) no Rio de Janeiro, com o aviso que, em breve, poderia acontecer uma tragédia em uma escola.
- Teremos um documentário no estilo Columbine [Tiros em Columbine, do cineasta americano Michael Moore, sobre uma tragédia semelhante à do Rio, ocorrida nos Estados Unidos] nas telinhas nacionais. Nem estou chorando, apenas me preparando para uma chacina que irei fazer no colégio que fui bulinado [sic.].
O texto, postado durante uma discussão aberta há semanas sobre bullying [intimidação] escolar, gerou repercussão em blogs e redes sociais, como o próprio Orkut, e o Twitter.
Inicialmente, circularam pela internet imagens que identificam como autor da mensagem um perfil falso com nome e foto do polêmico deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ). O perfil teria sido deletado entre ontem e esta sexta-feira (8).
Em seguida, outro usuário anunciou, na mesma comunidade, que foi seu irmão quem postou o comentário. Ele acrescentou que, a partir da publicação, o irmão teria recebido um suposto recado pelo Orkut enviado por outro usuário dessa rede social, que teria se identificado com a decisão de promover um massacre escolar, e que faria o mesmo em sua antiga escola nos próximos dias.
Uma imagem que supostamente reproduz o recado recebido também circulou pela internet e foi reproduzida em blogs e perfis do Twitter. A cantora Preta Gil, por exemplo, encaminhou a seus contatos no Twitter link para um blog que chamava a atenção para um possível novo ataque.
Provocação virtual
Na linguagem da internet, o caso se enquadra no conceito de troll, que acontece quando alguém publica em sites, fóruns e redes sociais algum conteúdo com o objetivo de fazer uma discussão “pegar fogo”.
Segundo Erick Itakura, psicólogo do Núcleo de Pesquisas da Psicologia da Informática da PUC-SP, não existe um perfil específico de quem pratica o troll, já que qualquer pessoa pode “incendiar” uma discussão.
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