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publicado em 06/12/2013 às 00h10:

Phubbing: vício em smartphones pode destruir relacionamentos

Comportamento faz que as pessoas evitem as outras no mundo real

Tiago Alcantara, do R7*


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A situação acontece com bastante frequência: você é convidado para sair com alguma pessoa que decide passar boa parte da conversa olhando para a telinha do celular. As notificações, atualizações de status e curtidas tomam o lugar do diálogo e diminuem a possibilidade de um segundo encontro. Em alguns casos o problema pode ir além, quando os dispositivos móveis são verdadeiros “destruidores de lares”.

O vício no smartphone faz com que os usuários ignorem outras pessoas. O ato se tornou tão comum que ganhou até um nome: phubbing. O termo em inglês foi criado pela agência de publicidade McCann Melbourne e une duas palavras: phone (celular) e snubbing (esnobar). Apesar de ser um reflexo da imersão da tecnologia no nosso dia a dia, a prática irrita boa parte das pessoas que estão “do lado de fora da telinha”.

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É o caso de Monica Stefanelli, professora de curso de inglês que leciona para crianças e adolescentes, que está nos dois lados da moeda, uma vez que já perdeu até jantares por causa do smartphone e no outro, ela precisa de uma “sacolinha” para recolher os celulares de seus alunos durante as aulas.

Ela conta que começou a praticar o phubbing em 2011, quando trocou de smartphone e passou a ter um iPhone, ficando viciada durante meses com o novo dispositivo.

— Fui a vários encontros familiares só de corpo presente, enquanto Phubbingminha atenção e minha mente iam para as redes sociais e sempre com a mesma desculpa de todo mundo: "É só uma mensagem, mas pode falar que estou prestando atenção" e coisas do gênero.

Quando o assunto é sofrer puhubbing, Monica comenta que na sala de aula ela acaba por ser uma sequestradora de smartphones por tirar de seus alunos o aparelho e guardar em uma “sacolinha” própria para isso. Isso acontece porque ela precisa seguir o regulamento da escola que não autoriza a utilização da ferramenta.

— Sinceramente, sinto-me um pouco constrangida e frustrada ao fazê-lo. Eu tenho que arrancar meio que à força, quando acho que os celulares deveriam ser incorporados na sala de aula como instrumentos pedagógicos. Sinto-me aborrecida ao sofrer o phubbing, porque penso que não posso competir com o aparelho.

A consultora de etiqueta e mídias sociais, Lígia Marques comenta que não existe um nível considerado razoável para esse tipo de comportamento, para ela se estamos na presença de uma determinada pessoa, é necessário dar atenção total a ela.

— Se estivermos na presença de outras pessoas, o ideal é darmos a atenção total a elas e caso necessitemos usar o celular, devemos nos desculpar de antemão

Mas, esse tipo de comportamento pode funcionar para a maior parte das pessoas que praticam o phubbing como se fosse uma forma de fugir de sua rotina. Assim, como Monica que quando faz com os outros funciona como uma “válvula de escape”.

— Me recolho para a minha solidão virtual. Só eu com meu celular. Fico o dia inteiro com pessoas e sinto que quando foco no meu celular é hora de ter paz e ficar sozinha, mesmo que esteja conversando com várias pessoas, estou sozinha fisicamente e posso conversar com elas de pijama ou com roupa pelo avesso.

Jovens na mira do phubbing

De acordo com informações divulgadas pelo site Stop Phubbing, campanha criada pela agência de publicidade para evitar a prática, o vício em smartphones faz com que 97% dos adolescentes prefiram se comunicar por meio de texto do que face a face com outras pessoas.

Para a consultora de etiqueta e mídias sociais, Lígia Marques a estatística pode representar a timidez dos jovens, mas também mostra um quadro alarmante.

— Devemos dar um desconto para a questão da timidez que muitas vezes é bem complicada nos adolescentes. Eles podem se sentir mais seguros numa comunicação virtual. Mas, tudo tem seus limites e a estatística é preocupante. O relacionamento pessoal é algo que deve ser sempre desenvolvido e os jovens precisam deste treino para a vida adulta. Sem dúvida, privar-se do face a face é prejudicial.

A partir disto se vê necessária algumas dicas para as pessoas que cometem esse erro começarem a se “policiar”, e uma boa maneira de começar é desativar as notificações das redes sociais no celular, uma vez que isso pode diminuir a ansiedade de saber o que está acontecendo no mundo virtual.
Agora, se você sofre com esses problemas tecnológicos, é preciso ser claro com a pessoa e ás vezes responder no mesmo nível, comenta Ligia.

— Ser franco e dizer que estão phubando demais! Vale até fazer o mesmo para que os phubbers sintam na pele o gosto de serem ignorados.

Ainda, para a consultora esse tipo de comportamento é resultado de revoluções sociais, sendo que novos costumes acabam surgindo e que consequentemente isso leva certo tempo para as pessoas se acostumarem com as novas tendências. Mas, de certa forma, esse é um problema social que deve ser combatido.

* Colaborou Yanes Sarah, estagiária do R7

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