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publicado em 17/08/2012 às 19h55:

Publicidade machista causa revolta no Facebook

Tabela com "dieta do sexo" faz alusão ao estupro, segundo feministas

Tiago Alcantara, do R7

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A propaganda de uma marca de preservativos no Facebook causou bastante confusão dentro e fora da rede social. A peça "Dieta do sexo" da Prudence fazia alusões ao gasto calórico a ações sexuais sem o consentimento da mulher.

A feminista Julia Montero foi uma das usuárias que se sentiu ofendida pela publicação. Organizadora da Marcha Mundial da Mulher, a militante afirma que a peça retrata uma "mentalidade atrasada”.

— Esse tipo de propaganda não pode passar impune. É assustador que as pessoas achem normal uma propaganda que usa o humor para reproduzir preconceitos.

Após as reclamações dos usuários, a empresa tentou se defender usando comentários — o que gerou o compartilhamento de uma "intervenção" sobre a peça da Prudence. Alguns dias depois, a administração da fanpage retirou o conteúdo do ar e publicou uma nota de reparação.

No comunicado a empresa recrimina qualquer tipo de abuso, violência sexual ou discriminação e informa que “apesar de não ser a criadora do texto, não se isenta da responsabilidade de avaliar os conteúdos publicados em sua página na rede social e, por isso, lamenta a não percepção de possíveis ofensas originadas pelo material”.

A marca de preservativos ainda promete a criação de uma campanha contra a violência sexual. Procurados pela reportagem do R7 os porta-vozes da Prudence não deram resposta sobre o caso até o fechamento desta reportagem.

Excluir o conteúdo não dá fim ao caso

Advogado do Opice Blum, escritório especialista em direito na internet, Renato Monteiro alerta que as empresas podem ser responsabilizadas pela reprodução de conteúdo ofensivo, mesmo após a retirada das propagandas dos canais oficiais.

— Retirar um conteúdo do ar é fácil. Fazer com que este conteúdo nunca mais apareça na internet é quase impossível.

Para o advogado especialista em direito do consumidor, Alessandro Ragazzi a retirada do conteúdo mostra que não houve má-fé da empresa.

— Me parece que ocorreu um equívoco de linguagem. [A peça] extrapolou os limites do senso comum e foi ofensiva.

Os juristas explicam que todo o consumidor ofendido pode recorrer aos órgãos competentes para retirada da publicidade do ar e até mesmo pedir uma indenização por danos morais. Uma das formas mais simples é denunciar o conteúdo para o próprio Facebook. A rede social leva cerca de três a cinco dias para analisar cada caso.

Caso não haja uma decisão do site, é possível procurar os canais legais como o Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) e o Ministério Público.

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