27 de Maio de 2012

Documento será usado como base das negociações
O objetivo da reunião, que começou na última segunda-feira (7) e vai até dia 18, é firmar um acordo para a redução das emissões de gases do efeito estufa, como o CO2 (dióxido de carbono), na tentativa de conter o aumento da temperatura na Terra. O documento de sete páginas divulgado nesta sexta-feira (11) será utilizado a partir de agora como base das negociações.
A limitação a 1,5ºC grau é proposta pelos pequenos Estados insulares e por vários países africanos gravemente ameaçados pelo aquecimento global. A outra proposta é defendida tanto pelos países ricos como pelos grandes emergentes, incluindo Brasil, China e Índia – o limite de 2ºC é defendido por cientistas.
A primeira minuta do acordo indica que as emissões de gases do efeito estufa deverão ser reduzidas entre 75% e 95% até 2050, comparados aos níveis de 1990. O documento provisório também pede que "se coopere para conseguir que o teto das emissões globais e nacionais (antes que comecem a cair) seja alcançado o mais breve possível".
Fontes dos movimentos ambientalistas presentes na reunião disseram que o fato de não ser definida uma data concreta para que o volume de emissões comece a cair é muito negativo, já que, a princípio, isso deveria acontecer em 2015, mas o texto não deixa isso claro.
O texto também indica que as nações desenvolvidas e em desenvolvimento deverão adotar compromissos ou ações para suavizar os efeitos causados pelas emissões, mas não estabelece que medidas nem meios serão colocados à disposição.
Entenda
Da reunião de Copenhague deve sair um acordo que substitua o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012 e tem um índice de sucesso duvidoso. Esse protocolo, criado em 1997 e que começou a vigorar em 2005, estabelecia que os países desenvolvidos 37 países industrializados e a União Europeia se comprometeram a reduzir em 5,2% as emissões de gases causadores do efeito estufa (tomando por base o que foi emitido em 1990), considerados os responsáveis pelo aquecimento global.
Kyoto é importante por ser o primeiro passo para um compromisso global de corte de emissões. O acordo previa metas para reduzir as emissões de países desenvolvidos, mas poupava os em desenvolvimento, como o Brasil, o que reduziu muito os seus efeitos. Além disso, os Estados Unidos não assinaram o protocolo, tornando-o um tanto ineficaz.
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