Por mais estragos que tenha feito na economia mundial, a crise econômica tem entre seus benefícios a queda na emissão de gases ligados ao efeito estufa – fenômeno de aumento da temperatura terrestre causado por buracos na cama de ozônio da Terra a partir da liberação de gases tóxicos.
A conclusão faz parte de um relatório publicado nesta segunda-feira (21) pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). A queda na liberação de gases ligados ao carbono registrada até agora em 2009 é a maior do que qualquer outro ano das últimas quatro décadas.
A queda na produção industrial é principal fator pela diminuição nas emissões. O adiamento da construção de novas centrais térmicas a carvão devido a falta de financiamento também contribuiu. Fatih Birol, economista-chefe da Agência disse que o atual momento é único.
- Temos uma situação nova, com as mudanças na demanda de energia e o adiamento de muitos investimentos no setor. Mas itudo isso só faz sentido se fizermos disso uma oportunidade.
Ele se referiu a cúpula mundial da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre a mudança climática que será realizada em dezembro, em Copenhague (Dinamarca). A reunião tem o objetivo de definir as ações para diminuir a emissão de carbono a partir de 2012, quando termina a primeira fase do Protocolo de Kyoto – acordo que entrou em vigor em 2005 e estabeleceu metas principalmente aos países industrializados para que se desenvolvessem sem causar grandes impactos ao ambiente.
Detalhes sobre a emissão de carbono e outros assuntos ligados ao ambiente serão publicados num estudo maior em novembro.
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