David Silverman/Getty ImagesCristãos brasileiros oram, em 2009, em cerimônia de batismo em trecho não poluído do Rio Jordão
10 de Fevereiro de 2012
Relatório diz que curso d'água foi devastado por exploração, poluição e falta de gestão
Do R7, com France Presse- O rio foi reduzido a um fio de água ao sul do mar da Galileia, devastado pela exploração, poluição e falta de gestão regional.
Mais de 98% do curso de água do rio foi desviado por Israel, Síria e Jordânia ao longo dos anos.
- O fluxo que restou é constituído principalmente de esgoto, viveiro de peixes, escoamento agrícola e água salina. Sem medidas concretas, o baixo rio Jordão deverá secar até o final de 2011.
O rio - que percorre 217 km do mar da Galileia ao mar Morto - e seus afluentes são partilhadas por Israel, Jordânia, Síria e Cisjordânia.
Alguns quilômetros ao sul do mar da Galileia - que na verdade é um lago - uma barragem corta o fluxo do rio. Ao sul da barragem, o esgoto jorra de um cano.
Gidon Bromberg, diretor em Israel da FoEME lamenta a atual situação e aponta para as águas fétidas.
- Esta é a fonte do baixo rio Jordão. Ninguém pode dizer que essa água é benta. Ninguém pode dizer que esse é um estado aceitável para um rio, famoso no mundo todo.
- Um novo estudo revela que perdemos pelo menos 50% da biodiversidade em torno do rio por causa do desvio quase total de água doce. E que cerca de 400 milhões de metros cúbicos de água anualmente são necessários para trazê-lo de volta à vida.
Israel, Síria e Jordânia devem devolver água limpa para o rio doente, segundo o relatório. Israel, depois de ter desviado a maior parte e de ser uma nação desenvolvida, deve retornar um percentual proporcionalmente mais elevado de água.
Uma gestão mais eficaz dos recursos naturais poderia economizar para Israel 517 milhões de metros cúbicos de água e 305 milhões para a Jordânia. Melhorar o fluxo do rio Jordão também é um longo caminho para salvar o mar Morto.
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