DivulgaçãoO Ecobot 3 é parecido com o Ecobot 2, seu antecessor; robô come,
bebe, transforma comida em combustível e depois a excreta
Pesquisadores do Laboratório de Robótica de Bristol, no Reino Unido, criaram o primeiro intestino sintético para ser usado em robôs autossustentáveis.
Graças ao intestino artificial, o robô Ecobot 3 consome suas próprias refeições, transforma uma mistura rica em nutrientes em combustível e depois a excreta. A informação foi revelada nesta segunda-feira (19) pelo site Popsci.
O método é muito simples: o robô vai até um recipiente com resíduos e pega a quantidade que necessita. A cada 24 horas – o Ecobot 3 é extremamente pontual –, o robô limpa seu intestino sintético em uma câmara de resíduos.
A mistura é distribuída em 48 células de combustível biológico onde é metabolizada em átomos de hidrogênio que, por sua vez, migram para um eletrodo onde é gerada uma corrente.
O robô é capaz de sobreviver sem ajuda por até sete dias, alimentando-se e bebendo sozinho (ele precisa de bebidas periódicas de água para manter a geração de energia) e até apresentando comportamentos inteligentes, como se mover em direção a fontes de luz.
Robôs que digerem biomassa não são uma novidade: muitos deles funcionam à base de células biológicas para transformar matéria orgânica em átomos de hidrogênio que abastecem uma máquina.
Mas o intestino do Ecobot 3 é o primeiro capaz de lidar com os resíduos criados durante esse processo.