
Loja da Ninui em Paraty é dividida em duas áreas: uma de produtos de artesanato e outra de roupas de brechó; tudo está na web também
27 de Maio de 2012
Ninui, um agregador de lojas virtuais, vende produtos dos vendedores virtuais em Paraty
Criado em fevereiro de 2009 por Karina Rehavia e Roberto Andrade com investimento inicial de R$ 30 mil, a empresa nasceu como um site, com o objetivo de ser um agregador de lojas virtuais e levar para a internet outras que ainda não existissem na web. A sócia-diretora da empreitada explica que uma das principais metas da Ninui é oferecer a comerciantes informais uma base profissional para sua atividade.
– Disponibilizamos para cada vendedor uma página na internet que exponha seus produtos e possibilite vias seguras de ele enviar os itens e receber o pagamento.
A Ninui tem 715 lojas abertas, que vendem cerca de 5.200 itens. A maior parte deles são roupas usadas e peças de artesanato. E é isso que o turista de Paraty – cidade que tem tradição na venda de produtos feitos à mão – encontra na loja física do site, que foi aberta no final de dezembro.
Karina conta que o espaço nasceu para ser um laboratório em que a ideia é “aplicar o conceito de geração de trabalho e renda e apoio ao microempreendedor no ambiente offline”.
- Acreditamos que o mundo online precisa do offline, o contato físico é fundamental. Afinal o mundo existe fora da internet. É importante que os vendedores saibam como o público aceita seus produtos “ao vivo”.
Capacitação e comércio online
Diferente de sites como o Mercado Livre, a Ninui não cobra nada dos vendedores, por isso lucra com outra atividade: a consultoria e a elaboração de projetos para o comércio eletrônico.
A primeira empreitada deste tipo começará ainda neste mês: em parceria com a PUC do Rio de Janeiro, a empresa dará início à capacitação de 40 mulheres do Projeto Mulheres do Salgueiro (que reúne artesãs cariocas) para que elas possam vender seus produtos (acessórios feitos com couro de tilápia) via internet, sem depender de intermediários.
A Ninui atua com trabalhadores informais – aqueles que comercializam produtos sem ter empresa aberta ou carteira assinada. Segundo o IBGE, esse ramo totaliza 65 milhões de pessoas no Brasil. Karina diz que, aos poucos, essas vão naturalmente migrar para a internet e usá-la como plataforma de venda de produtos. Isso com base nos números otimistas do comércio virtual no país.
De acordo com a E-bit, instituto que realiza pesquisas periódicas sobre vendas online, no primeiro semestre de 2009 o comércio eletrônico cresceu 27% com relação ao mesmo período de 2008, alcançando o faturamento de R$ 4,8 bilhões. A expectativa é que, até o fim de 2009, o setor tenha conseguido fazer com que 17 milhões de pessoas fizessem compras pela internet pelo menos uma vez.
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