27 de Maio de 2012
Fenômeno permite estudar melhor como o Sol se formou há 4,5 bilhões de anos

As estrelas nascem a milhões de anos-luz após grandes jatos de gás incandescente, algo que agora está ao alcance do olho humano por meio de um vídeo que reconstruiu imagens fixas feitas pelo telescópio Hubble.
O vídeo, divulgado nesta quarta-feira (31) no site da Nasa, agência espacial americana, oferece novos detalhes sobre o processo de nascimento estelar, no qual é possível apreciar os jatos de gás que expulsam as estrelas jovens com um detalhe até agora nunca visto.
As emissões que se desprendem são um subproduto da acumulação de gás ao redor das estrelas recém-nascidas e se disparam a velocidades supersônicas em direções opostas pelo espaço.
Esses fenômenos estão proporcionando pistas sobre a fase final do nascimento de uma estrela na busca de poder conhecer melhor como se formou o Sol há 4,5 bilhões de anos.
Uma equipe de cientistas liderada pelo astrônomo Patrick Hartigan da Universidade Rice em Houston, nos Estados Unidos, acumulou imagens de alta resolução suficientes durante um período de 14 anos para unir lapsos de tempo dos jatos expulsos de três jovens estrelas.
A nitidez das imagens do Hubble, que viaja a 610 km da Terra, permitirá aos astrônomos ver as mudanças dessas novas estrelas "em poucos anos", já que a maioria dos processos de mudança em escalas de tempo astronômico abrange mais que uma vida humana.
O Hubble foi lançado em 24 de abril 1990 a bordo do ônibus espacial Discovery na missão STS-31 e conta com dois tipos essenciais de instrumentos: as câmeras fotográficas e os espectrógrafos, que analisam a luz e a transformam em sinais eletrônicos.
A Nasa diz que os descobrimentos do Hubble revolucionaram quase todos os âmbitos das pesquisas astronômicas e da ciência planetária.
O Hubble proporcionou uma visão das estrelas que até o momento não tinha sido possível devido à distorção atmosférica da Terra.
Entre suas conquistas, captou as primeiras imagens da colisão de dois asteroides, estrelas rodeadas de pó cósmico que poderiam se transformar em sistemas planetários e galáxias à beira do Universo.
Os dados fornecidos pelo telescópio espacial confirmaram também a teoria da relatividade de Albert Einstein e da expansão acelerada do Universo.
Além disso, ajudaram a determinar que a idade do Universo é de cerca de 13,7 bilhões de anos.
O telescópio espacial Hubble é um projeto internacional no qual participam a Nasa e a Esa, agência espacial europeia.
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