27 de Maio de 2012
Falsificadores deixam intermediários de lado e se concentram no internauta

Três quartos dos embarques ilegais detidos pelos funcionários da alfândega da UE (União Europeia) em 2009 foram feitos pelo correio ou via aérea, o que sugere que as vendas de itens ilegais via rede tenham crescido, de acordo com um relatório anual sobre fluxos ilegais de comércio preparado pelo departamento de tributação e alfândega.
Os números mostram que os falsificadores se concentram cada vez mais em vendas a indivíduos, em vez de em embarques maiores para intermediários, um método de envio mais dispendioso e que pode ser rastreado com mais facilidade.
Segundo John Taylor, diretor de fiscalização de direitos de propriedade intelectual no serviço tributário da UE, "esse desdobramento é muito conveniente para o falsificador, que já não precisa computar o custo de entrega em seu modelo de negócios".
Entre os bens falsificados e piratas estão mais itens de uso domiciliar comuns do que tradicionais bens de luxo como relógios ou bolsas. Os funcionários da alfândega perceberam alta no comércio ilegal de perucas, maquiagem, sapatos e produtos de alisamento de cabelos vendidos via reembolso postal, especialmente para o Reino Unido e Irlanda.
Os recém-chegados ao comércio ilegal incluem o Egito, o ponto de remessa da maioria dos brinquedos interceptados pelos fiscais da UE, e os Emirados Árabes Unidos, fonte de quase 75% dos produtos médicos ilegais. A maioria dos alimentos e do álcool que entraram ilegalmente na União Europeia vieram da Turquia.
A China continua no topo da lista de países que realizam o maior volume de comércio ilegal com a Europa, respondendo por quase 65% dos itens detidos. A União Europeia assinou um acordo com o país asiático no ano passado para combater o comércio ilegal, mas é cedo demais para avaliar seu grau de sucesso, disse Taylor.
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