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publicado em 25/02/2010 às 09h40:

Vibrações de celular ajudam
cadeirantes a se mover usando o cérebro

Zumbidos de telefone ajudam doentes neurodegenerativos a se deslocar em qualquer direção

Do R7

Pesquisadores de cibernética (estudo dos sistemas de comunicação e controle nas máquinas e nos seres vivos) dizem que o suave zumbido que faz vibrar os celulares vai manter a mente mais concentrada. 

Controlar cadeiras de rodas elétricas usando o poder da mente é a melhor opção para pessoas que têm problemas neurodegenerativos como a doença de Lou Gehrig, que, entre outras coisas, limita os movimentos.  

Vários grupos de cientistas já desenvolveram cadeiras de rodas movidas pelo cérebro, sem muito êxito. 

Agora, Anne-Marie Brouwer e sua equipe, da organização de pesquisas holandesa TNO, dizem que encontraram uma solução melhor. 

Eles desenvolveram um sistema chamado BCI tátil, que usa uma sensação física para provocar um sinal de eletroencefalografia chamado P300.

O P300 é uma resposta específica do cérebro, que indica um forte interesse da pessoa por um estímulo particular. Ele leva esse nome porque o sinal dura 300 milissegundos depois do estímulo.

Os pesquisadores colocaram 12 vibradores de celular, posicionados na mesma ordem dos números de um relógio, em um cinto colocado na cintura do cadeirante. 

Eles vibram em sequência por três segundos, cada um. Se o cadeirante quer se deslocar na direção das 4 horas, por exemplo, os sistemas esperam até que um componente específico seja acionado e os outros saibam que é aquele, explica Brouwer.

- Isso gera um sinal P300 e seleciona a direção do movimento que o cadeirante deseja.

Outro projeto de controle de cadeiras de rodas pela mente foi desenvolvido pela equipe de Francisco Sepúlveda, da Universidade de Essex, na Inglaterra.

Para usar o sistema deles é preciso usar uma espécie de capacete de eletrodos, conectado a um PC, que roda um software que faz a comunicação entre o cérebro e o computador (BCI, na sigla em inglês). 

 O sistema é capaz de perceber quatro tipos de pensamento, representados por sinais de eletroencefalograma (EEG, na sigla em inglês).

O usuário pensa em seus pés para se mover para a frente. Na língua, para parar. E na mão direita ou na esquerda para ir em uma ou em outra direção. Mas conseguir se mover em apenas três direções é muito limitante.

A equipe de Sepúlveda tentou melhorar o projeto construindo um software de inteligência artificial para identificar os padrões associados ao pensamento a direções mais complexas. Mas o sucesso foi pequeno, explicou o cientista.

- O software acerta apenas 60% das vezes, o que não é suficiente para o mundo real. 

Veja Relacionados:  cadeira rodas, cérebro, controle, mente, software
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