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Cinco praias da zona sul têm o pior resultado
na análise da qualidade da areia em 2011
Prainha, na zona oeste, foi a única classificada como ótima durante o ano passado
Isabele Rangel, do R7
Cinco praias da zona sul do Rio de Janeiro obtiveram os piores resultados na qualidade da areia, segundo levantamento feito pela reportagem do R7, com base nos dados da SMAC (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) em 2011. Botafogo, Urca, Copacabana (na altura da rua República do Peru), Ipanema (no trecho da rua Maria Quitéria) e Leme foram as praias que mais vezes apareceram como não recomendadas na lista da secretaria.
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A zona oeste do Rio obteve as melhores avaliações no ano passado. A Prainha foi a única do município a registrar resultados considerados ótimos nas 25 amostras colhidas pelos técnicos da Prefeitura do Rio. Em seguida, surge a região do Pontal, no Recreio dos Bandeirantes e, em terceiro lugar, a Reserva, também no Recreio.
A avaliação é feita no projeto Areia Carioca. Nele, técnicos da SMAC vão a 35 pontos previamente determinados da orla do Rio e recolhem amostras de areia em 25 praias das zonas sul e oeste. O número de pontos de coleta é maior do que o de praias porque, em algumas delas, há mais de um local de avaliação. As amostras são processadas em laboratório e os resultados são classificados como: não recomendada, regular, boa e ótima.
Essa classificação é feita de acordo com resolução municipal, que determina as condições da areia de cada local de acordo com o nível de coliformes totais e de Escherichia coli, que são bactérias presentes nas fezes humanas e de animais.
A praia da zona sul mais bem colocada no quesito limpeza das areias foi a Praia Vermelha, na Urca, em sexto lugar no ranking geral. Em seguida, aparece São Conrado, no trecho onde as asas-delta costumam pousar.
A responsável pelo monitoramento das areias das praias do Rio, Vera Oliveira, da Coordenadoria de Monitoramento Ambiental, explica que a qualidade da água não tem influência sobre a situação das areias.
- A água não influencia a qualidade da areia, porque a medição é feita na faixa imediatamente superior à faixa molhada. Esse trecho costuma ser usado por idosos e crianças, uma população mais vulnerável. Por isso, essa é a faixa analisada. Nós não coletamos areia molhada até porque a água seria uma agente saneante, por causa do sal.
O sol também não tem influência considerável na pesquisa. As amostras são sempre recolhidas entre 6h e 9h da manhã para evitar alterações no resultado. O levantamento começou a ser feito continuamente em 2006. Os boletins quinzenais são publicados no site da SMAC, no guia Areias Cariocas.
Domingo: 180 t de lixo nas areias
De acordo com Vera Oliveira, a principal vilã da qualidade da areia das praias é a falta de educação de parte da população, que continua deixando lixo na orla. Ela diz que, além de colher amostras, os técnicos preenchem um relatório de inspeção visual.
- A população tem que entender que tem que tirar o lixo das areias. E é qualquer coisa, por menor que seja. O que mais se vê é guimba de cigarro, canudinho plástico e tampinha de água mineral. Na hora da coleta, o técnico preenche uma ficha de avaliação visual e esses itens aparecem nesses relatórios com uma frequência absurda.
Segundo a Comlurb, empresa de limpeza urbana da cidade do Rio, durante a alta temporada são recolhidos nos dias de semana de 60 a 70 toneladas de lixo nos 56 kms da orla do município. No sábado, esse número salta para 100 a 120 toneladas, enquanto no domingo pode chegar a 180 toneladas de resíduos.
Ainda segundo a Comlurb, a praia que costuma receber mais lixo é a Barra da Tijuca. A área de 8 km de extensão é uma região com grande crescimento demográfico. O local é mais frequentado pela população da zona norte e baixada de Jacarepaguá. Em seguida, vem Copacabana. A praia de 4 km é um dos principais pontos turísticos da cidade, tem grande faixa de areia e alta concentração de população.
O principal item encontrado nas areias e contêineres é o coco, representando 60% do lixo coletado. Os 40% restantes são distribuídos entre embalagens de alimentos, principalmente biscoitos e sorvetes, plásticos, garrafas e copos de água, copos descartáveis, palitos de sorvete e espetos diversos.
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